terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Oscar: menos do mesmo!

Após anos de chatice e marasmo, eis que a 81ª edição do Oscar resolve inovar. Em época de recessão econômica, a esperança, antes perdida, precisava ser reencontrada, transparecendo isso na incrível abertura musical da cerimônia, protagonizada pelo eficiente ator Hugh Jackman, o anfitrião.

O Oscar deste ano foi mais informal, menos pomposo, remetendo ao Globo de Ouro ou Emmy, deixando o clima menos denso e mais descontraído. Assim, a premiação reconquistou 6% de sua audiência perdida anteriormente. Sem falar na notabilidade que o evento tem dado a filmes independentes e de baixo orçamento, algo antes inadmissível pela Academia, realidade atual.

Notam-se as inovações já pelas 10 indicações ao filme Slumdog Millionaire, que levou alguns dos principais prêmios, como Diretor e Melhor Filme, e foi o destaque-surpresa da noite, não à toa, pois o longa é realmente excelente. A idéia de levar cinco atores/atrizes principais e coadjuvantes ao palco para premiar os mesmos atuais foi brilhante, dando uma interatividade maior entre os indicados e os apresentadores, uma vez que o palco estava mais próximo e renovado.

Para dar o ar final de descontração, a Academia trouxe um script repleto de piadinhas e sacadas inteligentes com os filmes e a situação mundial, protagonizadas por Tina Fey, Hugh Jackman, Will Smith, entre outros.

Sobre os vencedores, estão no meio a mais-do-que-merecida vitória de Kate Winslet, como Melhor Atriz por The Reader; do ator Sean Penn, como Melhor Ator por Milk; de Penelope Cruz, como Melhor Atriz Coadjuvante por Vicky Cristina Barcelona; e de Heath Ledger, grande homenageado da noite, como Melhor Ator Coadjuvante por Batman, The Dark Knight.

Confira a lista com os vencedores aqui!

E você, concorda com os vencedores? Gostou da Cerimônia? Deixe seu comentário!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Lascivo & Frenético, por Gustavo Hvenegaard II

O AUTOR É GUSTAVO HVENEGAARD E NÃO DANILO NOVAIS!

Começo me desculpando pelo texto anterior, acho que merecia algo de melhor qualidade, mas não tenho a certeza também se os leitores dessa pequena mídia gostam de coisas boas.

Eu não quero parecer chato ou desgostoso demais com a vida, mas é fato que todos gostam da filosofia do carnaval e das coisas boas, gostam também as letras do Martinho da Vila, apesar de não conhecerem as letras por inteiro, apenas um verso ou outro.



Martinho da Vila, cantor brasileiro


Gosto muito de história, mas gosto mais ainda da beleza, que é tão importante quanto à estética. Tendo essa premissa como base, busco sempre filmes ou livros que sejam ambientados numa época mais moderna, coisa do século XIX em diante. Com isso inicio a pauta do dia.

Do Harry Potter.

Eu torço desde o começo da década para essa serie maldita acabar, ambientação péssima, contextos mágicos e surreais, exploração de um enredo que deveria ter acabado no volume 3. Eu nunca vi o filme ou li algo da série, mas ela segue uma formula tão conhecida, que não valeria o peso de carregar um livro na mochila ou gastar energia com o aparelho de dvd. Mas tenho grande admiração por pessoas que ganham dinheiro com lixo, como é o caso da escritora da série.



Protagonista do bruxinho com a escritora da série



Do sorvete e do sorvete com leite que se chama Haagen-dazs (agora sem trema).

De início, o sorvete é consumido no Brasil, de maneira esmagadora, no verão. Isso é errado, faz mal ao organismo e lota os hospitais públicos de crianças menos abastadas com a garganta inflamada (elas não consomem o sorvete Haagen-dazs).

Quando meus pais compraram um apartamento no litoral de São Paulo, lá na época do FHC, eu percebi que era diferente, não estou falando de homossexualidade. Por conta da cidade ser litorânea e tudo mais, a venda e consumo de sorvete era infernal, por todos os lados, e eu nunca gostei, não achava graça. Tempos depois, já na adolescência, minha mãe disse que eu era como meu avô, que detestava sorvete e dizia que não passava de gelo com açúcar. Adotei desde então esse principio.


O homem responsável pelo sorvete da classe média alta


Mas talvez meu avô, homem de centro-direita e eleitor do Collor, não conheceu a maravilha Haagen-dazs, que consiste no gelo com açúcar e o diferencial supremo do leite. Claro, com a abertura da economia essas porcarias foram comercializadas de forma mais fácil no país.

Haagen-dazs é simplesmente o delírio da classe média, que pode consumi-lo a cada semestre, tirando fotos do ato e publicando-as. Tal qual a relação com os copinhos de plástico com leite dentro da cafeteria popular cafona chamada Starbucks.

Nunca gostei de salgadinho também, que não passa da fórmula isopor com sal, mas o sorvete sempre me revoltou mais. Talvez pela paixão nacional e unanimidade em chupar gelo com açúcar.

Dos Beatles, pagode inglês de categoria duvidosa.

Eu já tive todas as fases de amadurecimento musical, mas não cheguei ainda a entender ou gostar de Beatles. Não sei se existe algo de errado comigo.

Considero uma música de péssima qualidade, letras pobres e superestimadas e uma legião de fãs escrotos. Mas eu não sei criticar algo tão aclamado e sou um nada para falar algo de Beatles. Então cito uma comunidade do Orkut, para defender minha tese “Molejo é melhor que Beatles”.



Grupo contemporâneo aos Beatles: Exaltasamba (não achei foto do Molejão)

Termino reclamando sobre a atualização desse blog, o dono tem liberdade suficiente para escrever, mas ele não sabe o que fazer dela.

Até, queridos.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

THEY HAD SEX! 'Noah and the Whale & The Squid and the Whale'

A música que você tanto venera, o filme que você tanto adora, a série que você acompanha ou livro que você não cansa de ler saíram de algum lugar, seus autores buscaram inspiração em outra obra para criarem o seu objeto de desejo. Como já dizia o ‘poeta’ Chacrinha “nada se cria, tudo se copia”, e é quase isso, porque tudo neste mundo se originou a partir do cruzamento de outras coisas. A coluna They Had Sex trará o assunto e buscará sua fonte, origem e referências, contando um pouco de cada um.

Agora se sinta em casa, ponha os pés no sofá e enjoy!


O Resultado: Noah and the Whale


Formada em 2006, Noah and the Whale consiste em Charlie Fink (vocais, violão), seu irmão Doug Fink (bateria), Tom Hobden (violino) e Matt “Urby Whale” Owens (baixo e acordeão), juntos lançaram diversos EPs até chegarem ao bem-sucedido álbum de estréia “Peaceful, The World Lays Me Down”. Laura Marling e Emmy, the Great também fizeram parte da banda, antes de seguirem suas carreiras solo, mas ainda participam eventualmente de uma ou outra canção.

O grupo é comparado frequentemente com bandas como Belle & Sebastian e Neutral Milk Hotel, influencias certas em seu indie folk. A sonoridade é excelente, cheia de instrumentos excêntricos e letras absurdamente criativas e sensíveis, geralmente tratando de temas alegres, que é o espírito da banda.

Os clipes parecem curtas-metragem e são lotados de referências, já que os integrantes do NATW são amantes de cinema independente. Seus shows, inclusive, são precedidos por curtas de diretores desconhecidos, com o intuito de promover a cultura.


O Cruzamento

O nome do quarteto inglês é resultado da soma do nome de um dos seus filmes favoritos, The Squid and the Whale (2005), mais o nome do diretor do mesmo, Noah Baumbach. O grupo também admira as obras do diretor Wes Anderson – este também ajudou na produção de The Squid and the Whale – tanto que seus e-mails e a maioria dos posts no MySpace são assinados sob o pseudônimo “Sic Transit Gloria”, frase muito usada em Rushmore (1998), filme de Anderson.


O Referenciado: The Squid and the Whale

Dirigido por Noah Baumbach e produzido por Wes Anderson, The Squid and the Whale traz uma historia semi-autobiográfica de dois garotos que vivem no Brooklyn e como eles lidam com o divórcio de seus pais. Estrelado por Jeff Daniels, Laura Linney, Jesse Eisenberg e Owen Kline, o filme alcançou o sucesso de crítica, ganhando os prêmios de Melhor Direção em Drama e Melhor Roteiro no Sundance Film Festival, e sendo indicado seis vezes no Independent Spirit Award e três no Globo de Ouro.

A premissa: Bernard (Jeff Daniels), um esnobe intelectual, já foi um grande romancista, mas acabou se acomodando com uma carreira universitária. Quando sua esposa Joan (Laura Linney) descobre que tem talento para escrever, a inveja divide a família e os filhos Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kline) escolhem lados - Walt com seu pai e Frank com sua mãe. Então Joan começa a sair com o professor de tênis (William Baldwin) do seu filho mais novo e Bernard inicia um romance com Lili (Anna Paquin), uma estudante de quem Walt também gosta.

O longa emociona com seu roteiro e pela forma natural e original que é narrada a história. O comportamento humano perante o despeito e a falta de inteligência emocional é o carro-chefe da narrativa e as atuações de Jeff e Laura demonstram isso com exatidão. Sem falar na incrível adaptação ambiental, figurinos, trilha sonora, enfim, qualidade técnica de alto padrão para um filme independente.

The Squid and the Whale é daqueles filmes psicológicos, que se focam em diálogos impregnados de autenticidade, mostrando os problemas sociais abordados de maneira bem realista, criando, assim, uma intimidade com o público.

The Squid and the Whale - Trailer:




Noah and the Whale - 5 Years Time




Acesse a comunidade de Noah and the Whale no Orkut, clique aqui!


Fonte de pesquisa: Wikipedia.org

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A vida com trilha sonora! (2)

Sabe aqueles momentos que você está dançando alegremente ou sentado numa cama chorando por alguém que o deixou? Provavelmente há alguma música de fundo embalando a cena, como nos filmes e séries de TV. Muitos não se deram conta, mas nossa vida tem trilha sonora!


10 músicas para curar um coração partido:

Para aqueles que acabaram de perder um grande amor, não foram bem-sucedidos em suas investidas ou levaram um OUT após um longo tempo de dedicação à pessoa venerada...

1. Beulah – Popular Mechanics for Lovers
2. Get Cape. Wear Cape. Fly – One More with Feeling
3. Stars – Your Ex-Lover is Dead
4. Nada Surf – Always Love
5. Adele – First Love
6. Little Joy - Keep Me in Mind
7. Regina Spektor – Better
8. Jim Sturgess & Dana Fuchs – All You Need is Love (The Beatles Cover)
9. Silverchair – Luv your Life
10. The Killers – All These Things That I Have Done

Agora acione o playlist acima, tome um Frappuccino® blended beverage à base de café e deixe o cosmos curar sua ferida!


Participe também, deixando comentários ou enviando e-mails, dizendo o que tiraria ou incluiria na lista, ou idéias de temas!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lascivo & Frenético, por Gustavo Hvenegaard

Das apresentações e formalidades.

Caro público, esse que vos fala sob a alcunha de Gus XV nada mais é do que um servo da cultura mundial. Percorro por caminhos densos e tortuosos, afim de chegar a uma conclusão mais profunda sobre a arte islâmica, a doutrina cristã e o dia anterior à queda da bastilha francesa.

Pois bem, quanto as letras publicadas por mim nesse blog amigo, deixo claro: escrevo como Saramago, o que não é examente uma novidade nesse último ano da década, pós a reforma ortografica. Então, afim de me ofender em troca de minhas opiniões duras, espero que não utilizem de meu modo peculiar de usar a gramática portuguesa (do Brasil, igual a configuração do teclado da microsoft, rs), sejam mais criativos ou baixos.

É isso, um beijo e iniciemos um novo tempo...

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Sobre Obama, Jack e Lost.

Ah, 2009. Último ano de uma década frenética. Década de muitas faces e acontecimentos: da Beyoncé, dos Strokes, do Ipod, das Torres Gêmeas, do Bush, da Flora & Donatella, do pau entre o Dado e a Luana, e claro, do Obama.

Eu adoro o Obama, ele é pop, tem canais pela internet, uma empresa bacana para montar seu layout e flyers de balada, ele é moderno, a favor do aborto, sabe dançar, gosta de Kanye West. Enfim, Obama é o presidente que pedi a Deus.

Ok, depois da posse, vamos falar de Lost. E Lost é o Obama, caralho, quem está mais Lost que o Obama? Até eu penso assim, puxa a crise tá séria, ok, o Obama resolve, haha!
Obama tem aquele ar de Jack, de salvador da Ilha ou da América, o que nunca leva um tiro, que os explosivos do Pérola Negra não entram em combustão em sua mão, e ainda, aquele que não come ninguém mas todos desejam (e depois de tudo, ainda quer voltar à Ilha).


Até a próxima!