Após anos de chatice e marasmo, eis que a 81ª edição do Oscar resolve inovar. Em época de recessão econômica, a esperança, antes perdida, precisava ser reencontrada, transparecendo isso na incrível abertura musical da cerimônia, protagonizada pelo eficiente ator Hugh Jackman, o anfitrião.O Oscar deste ano foi mais informal, menos pomposo, remetendo ao Globo de Ouro ou Emmy, deixando o clima menos denso e mais descontraído. Assim, a premiação reconquistou 6% de sua audiência perdida anteriormente. Sem falar na notabilidade que o evento tem dado a filmes independentes e de baixo orçamento, algo antes inadmissível pela Academia, realidade atual.
Notam-se as inovações já pelas 10 indicações ao filme Slumdog Millionaire, que levou alguns dos principais prêmios, como Diretor e Melhor Filme, e foi o destaque-surpresa da noite, não à toa, pois o longa é realmente excelente. A idéia de levar cinco atores/atrizes principais e coadjuvantes ao palco para premiar os mesmos atuais foi brilhante, dando uma interatividade maior entre os indicados e os apresentadores, uma vez que o palco estava mais próximo e renovado.
Para dar o ar final de descontração, a Academia trouxe um script repleto de piadinhas e sacadas inteligentes com os filmes e a situação mundial, protagonizadas por Tina Fey, Hugh Jackman, Will Smith, entre outros.
Sobre os vencedores, estão no meio a mais-do-que-merecida vitória de Kate Winslet, como Melhor Atriz por The Reader; do ator Sean Penn, como Melhor Ator por Milk; de Penelope Cruz, como Melhor Atriz Coadjuvante por Vicky Cristina Barcelona; e de Heath Ledger, grande homenageado da noite, como Melhor Ator Coadjuvante por Batman, The Dark Knight.
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