Com um roteiro super amarrado, Jennifer's Body (no Brasil, Garota Infernal) tem uma pegada certeira. O filme, dirigido por Karyn Kusama, possui um elenco composto por rostos já famosos e outros estreantes. Megan Fox, que vive Jennifer, é a estrela principal da série Transformers, de Michael Bay. O filme conta, também, com a participação de Johnny Simmons, J.K. Simmons (que havia trabalhado com Diablo em Juno), Amanda Seyfried e Adam Brody (o Seth, de The OC).
A história do filme é simples: duas garotas que vivem em Devil's Kettle, uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos, vão assistir ao show de uma banda que está começando a carreira e escolheu a pequena cidade para tocar. A banda, chamada Low Shoulders, é comandada pelo vocalista Nikolai, interpretado por Brody. Depois deste show, Jennifer participa de um ritual demoníaco com a banda, que usou histórias do ocultismo para alcançar a fama.
O roteiro é permeado por referências contemporâneas, como "Você quer ou não chegar ao sucesso de Maroon 5" e "Oh, como você é emo". São falas carregadas de um humor negro e, claro, totalmente verossímil com a realidade. O ponto mais alto do roteiro é este, inclusive: são histórias que, apesar do toque fantástico (no sentido de ser algo que foge à realidade), são passíveis a acontecer da mesma forma que acontecem no filme. Os diálogos são extremamente reais.
Uma nota 4 ao filme, numa escala de 1 a 5. Filme comercial, que não oferece tanto a se pensar (apesar de algumas ironias que são possíveis de serem enxergadas), mas, assistam!
Nick Naylor (Aaron Eckhart) é um charmoso lobista, cujo talento natural é a eloqüência, que defende a indústria tabagista em prol do direito de fumar livremente, mesmo que o cigarro seja nocivo. Ele usa todos os artifícios para persuadir a massa de sua verdade e influenciar mais e mais pessoas a comprarem cigarros. Na contramão, há o senador Ortolan Finistirre (William H. Macy), que luta para extinguir de vez o tabagismo do mundo. A partir daí, o poder de manipular a verdade de Nick e a responsabilidade de ser um bom exemplo para seu filho são postos à prova.
Thank you for Smoking (Obrigado por Fumar, no Brasil) aborda um tema antigo – a questão do fumo – com outro muito relevante e atemporal, a manipulação da verdade, o que o torna um filme de precisão política. Apesar de a película ter o tabagismo como essência da trama, o assunto predominante é sobre como o mundo vive de informações forjadas e é submetido a doses diárias de mensagens subliminares. O filme não tem como objetivo expressar a ética, expondo o que é certo ou errado, pois mostra que os dois lados da moeda podem ser sujos e omitem algo para convencer o receptor.
Jason Reitman é um diretor visionário e acredita na liberdade de expressão e no direito de escolha de cada cidadão. Por isso, ele não toma partido a favor ou contra o tabagismo, mas lança as ideias para o espectador formar sua própria opinião. Reitman ainda optou por representar ambos os lados de forma controversa e interessante: Nick é bom, entusiasta e sensato, mas defende o ponto-de-vista polêmico, tachado pela sociedade como ruim. Já Finistirre é confuso, inflexível e personifica o vilão, mas acredita em algo que é razoável e procura preservar a saúde humana. A complexidade do caso é resolvida focando os métodos infames e duvidosos usados por Finistirre para realizar sua campanha contra o cigarro. Uma vez que o filme retrata a liberdade e escolhas pessoais, o senador impõe seus argumentos e quer tomar as decisões pelos outros, e é essa atitude que Reitman condena, não a limitação do cigarro.
Thank you for Smoking é uma sátira das possibilidades de manipulação, que incita o espectador a questionar suas próprias opiniões e tudo o que lhe é apresentado diariamente. Uma comédia deliciosa e subversivamente engraçada. Além disso, o elenco é composto por grandes atores, que inclui Rob Lowe, Maria Bello, Katie Holmes, Adam Brody e Robert Duvall.
A música que você tanto venera, o filme que você tanto adora, a série que você acompanha ou livro que você não cansa de ler saíram de algum lugar, seus autores buscaram inspiração em outra obra para criarem o seu objeto de desejo. Como já dizia o ‘poeta’ Chacrinha “nada se cria, tudo se copia”, e é quase isso, porque tudo neste mundo se originou a partir do cruzamento de outras coisas. A coluna They Had Sex trará o assunto e buscará sua fonte, origem e referências, contando um pouco de cada um.
Agora se sinta em casa, ponha os pés no sofá e enjoy!
O Resultado: Noah and the Whale
Formada em 2006, Noah and the Whale consiste em Charlie Fink (vocais, violão), seu irmão Doug Fink (bateria), Tom Hobden (violino) e Matt “Urby Whale” Owens (baixo e acordeão), juntos lançaram diversos EPs até chegarem ao bem-sucedido álbum de estréia “Peaceful, The World Lays Me Down”. Laura Marling e Emmy, the Great também fizeram parte da banda, antes de seguirem suas carreiras solo, mas ainda participam eventualmente de uma ou outra canção.
O grupo é comparado frequentemente com bandas como Belle & Sebastian e Neutral Milk Hotel, influencias certas em seu indie folk. A sonoridade é excelente, cheia de instrumentos excêntricos e letras absurdamente criativas e sensíveis, geralmente tratando de temas alegres, que é o espírito da banda.
Os clipes parecem curtas-metragem e são lotados de referências, já que os integrantes do NATW são amantes de cinema independente. Seus shows, inclusive, são precedidos por curtas de diretores desconhecidos, com o intuito de promover a cultura.
O Cruzamento
O nome do quarteto inglês é resultado da soma do nome de um dos seus filmes favoritos, The Squid and the Whale (2005), mais o nome do diretor do mesmo, Noah Baumbach. O grupo também admira as obras do diretor Wes Anderson – este também ajudou na produção de The Squid and the Whale – tanto que seus e-mails e a maioria dos posts no MySpace são assinados sob o pseudônimo “Sic Transit Gloria”, frase muito usada em Rushmore (1998), filme de Anderson.
O Referenciado: The Squid and the Whale
Dirigido por Noah Baumbach e produzido por Wes Anderson, The Squid and the Whale traz uma historia semi-autobiográfica de dois garotos que vivem no Brooklyn e como eles lidam com o divórcio de seus pais. Estrelado por Jeff Daniels, Laura Linney, Jesse Eisenberg e Owen Kline, o filme alcançou o sucesso de crítica, ganhando os prêmios de Melhor Direção em Drama e Melhor Roteiro no Sundance Film Festival, e sendo indicado seis vezes no Independent Spirit Award e três no Globo de Ouro.
A premissa: Bernard (Jeff Daniels), um esnobe intelectual, já foi um grande romancista, mas acabou se acomodando com uma carreira universitária. Quando sua esposa Joan (Laura Linney) descobre que tem talento para escrever, a inveja divide a família e os filhos Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kline) escolhem lados - Walt com seu pai e Frank com sua mãe. Então Joan começa a sair com o professor de tênis (William Baldwin) do seu filho mais novo e Bernard inicia um romance com Lili (Anna Paquin), uma estudante de quem Walt também gosta.
O longa emociona com seu roteiro e pela forma natural e original que é narrada a história. O comportamento humano perante o despeito e a falta de inteligência emocional é o carro-chefe da narrativa e as atuações de Jeff e Laura demonstram isso com exatidão. Sem falar na incrível adaptação ambiental, figurinos, trilha sonora, enfim, qualidade técnica de alto padrão para um filme independente.
The Squid and the Whale é daqueles filmes psicológicos, que se focam em diálogos impregnados de autenticidade, mostrando os problemas sociais abordados de maneira bem realista, criando, assim, uma intimidade com o público.
The Squid and the Whale - Trailer:
Noah and the Whale - 5 Years Time
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Caro público, esse que vos fala sob a alcunha de Gus XV nada mais é do que um servo da cultura mundial. Percorro por caminhos densos e tortuosos, afim de chegar a uma conclusão mais profunda sobre a arte islâmica, a doutrina cristã e o dia anterior à queda da bastilha francesa.
Pois bem, quanto as letras publicadas por mim nesse blog amigo, deixo claro: escrevo como Saramago, o que não é examente uma novidade nesse último ano da década, pós a reforma ortografica. Então, afim de me ofender em troca de minhas opiniões duras, espero que não utilizem de meu modo peculiar de usar a gramática portuguesa (do Brasil, igual a configuração do teclado da microsoft, rs), sejam mais criativos ou baixos.
É isso, um beijo e iniciemos um novo tempo...
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Sobre Obama, Jack e Lost.
Ah, 2009. Último ano de uma década frenética. Década de muitas faces e acontecimentos: da Beyoncé, dos Strokes, do Ipod, das Torres Gêmeas, do Bush, da Flora & Donatella, do pau entre o Dado e a Luana, e claro, do Obama.
Eu adoro o Obama, ele é pop, tem canais pela internet, uma empresa bacana para montar seu layout e flyers de balada, ele é moderno, a favor do aborto, sabe dançar, gosta de Kanye West. Enfim, Obama é o presidente que pedi a Deus.
Ok, depois da posse, vamos falar de Lost. E Lost é o Obama, caralho, quem está mais Lost que o Obama? Até eu penso assim, puxa a crise tá séria, ok, o Obama resolve, haha! Obama tem aquele ar de Jack, de salvador da Ilha ou da América, o que nunca leva um tiro, que os explosivos do Pérola Negra não entram em combustão em sua mão, e ainda, aquele que não come ninguém mas todos desejam (e depois de tudo, ainda quer voltar à Ilha).
Vincent, um dos melhores stop-motion já criados, conta a história de um garoto chamado Vincent Malloy, que sonhava em ser o ator Vincent Price. Criado em 1982, por Tim Burton, Vincent é adaptação do poema homônimo de sua autoria, narrado pelo próprio Price, ídolo de Burton desde a infância. Vincent Price é cultuado por sua atuação em clássicos filmes de terror, como “Museu de Cera” (1953), “O Abominável Dr. Phibes” (1971) e “Mansão da Meia-noite” (1983). O filmete, apesar da época, é de ótima qualidade, revelando a estética sombria e abstrata que Burton tanto adora usar; ainda traz uma narrativa cativante, cheia de humor-negro e referências. Um trivia: este é o primeiro stop-motion de Tim Burton, ou seja, uma raridade e objeto de desejo para qualquer fã!
Para os amantes do cineasta ou apreciadores do gênero humor-negro/terror, vale à pena conferir!
A temporada 2008/2009 das séries começou neste mês e, apesar de estar mais fraca que a anterior, ou seja, com menos novidades, as poucas que têm são muito boas, exemplo de True Blood, série exibida e produzida pela HBO, criada pelo cultuado Alan Ball (Six Feet Under).
True Blood é um daqueles programas que fazem sucesso antes mesmo de sua estréia, causam polêmicas e criam expectativas além do que se costuma criar. Assim como Lost, o show traz um peso enorme no nome de seu criador, já que Alan Ball possui uma fama que o procede, um passado glorioso e premiado pela fantástica Six Feet Under.
Baseada na série de livros Southern Vampire, de Charlaine Harris, True Blood traz uma história de vampiros, os quais tentam conviver em certo equilíbrio com humanos e reivindicam seus direitos, desde que japoneses inventaram um sangue sintético, chamado TruBlood, que supre as necessidades do sangue mortal. Nesse contexto, vive Sookie Stackhouse (Anna Paquin, X-Men), uma garçonete que, inexplicavelmente, possui o poder de ler mentes e mora numa cidadezinha qualquer do Louisiana. Sookie tem grande dificuldade em controlar sua habilidade/maldição, se esforça todo o tempo para não ler a mente das pessoas, o que a deixa exausta e atrapalha sua vida social. Quando conhece o misterioso vampiro Bill Comton (Stephen Moyer, The Starter Wife), percebe que não consegue ler sua mente, o que a atrai instantaneamente e os dois partem para um romance controverso. Como já se sabe, Alan Ball adora polêmica e causa isso em suas obras, montando tramas um tanto atípicas e abordando temas que a sociedade torce o nariz ao discuti-los, talvez isso seja sua arma secreta. Preconceito, racismo, aversão ao novo, corrupção e a capacidade que o ser humano tem de fazer coisas terríveis por puro egoísmo são algumas das propostas de suas séries. Alan conduz tudo de uma forma muito sensual, cativante, explícita, mas em sua forma natural, sem exageros, apenas mostrando como de fato é. Por isso, True Blood é mais do que um simples romance entre uma mortal-paranormal e um vampiro, o mesmo servirá apenas de fundo para tratar da difícil adaptação de vampiros entre humanos e todos os temas acima citados.
Nos episódios apresentados até agora, nota-se que o forte do drama são as personagens, todas muito marcantes, algumas estereotipadas, outras não, mas cada uma possui um segredo e sua importância na história. Outro ponto positivo é a forma enigmática como a série é conduzida, apresentando uma história vampiresca sombria e cheia de mistérios. Também há um equilíbrio entre o humor negro e o suspense, o que a torna mais interessante.
A abertura peculiar do show é embalada pela canção Bad Things, de Jace Everett, onde são mostradas diversas cenas de sexo, seitas e cultos religiosos, animais mortos e violência, um tanto subliminar. Outra curiosidade é a campanha massiva de marketing que a emissora promoveu em diversos sites e blogs da rede, criando um status pop para o drama antes mesmo de sua estréia, o que já garantiu uma segunda temporada para o mesmo. Cartazes com a propaganda da bebida sintética (TruBlood) consumida pelos vampiros do show, possuíam frases instigantes e nada convencionais, como “Friends don’t let friends drink friends” (algo como ‘amigos não deixam amigos sugarem amigos’), ou ainda “Real blood is for suckers” (algo como ‘sangue verdadeiro é para idiotas’).
True Blood tem potencial e se continuar no ritmo que está indo, alcançará o sucesso definitivo. As fichas foram depositadas em Alan Ball e, apesar de passado não garantir qualidade futura, ele é realmente capaz de fazê-lo.
Abertura (Créditos)
Achou interessante? Acesse a comunidade no Orkut e baixe os episódios de True Blood, Aqui! Visite o site oficial: www.hbo.com/trueblood
The Dreamers (Os Sonhadores, no Brasil), filme baseado no romance de Gilbert Adair "The Holy Innocents" (1988), beira o lúdico, mergulha no romantismo e afoga-se na nostalgia. O comentado diretor Bertolucci nos introduz uma obra de arte com voz política, mas acima de tudo, saudosista, fazendo referência a grandes clássicos cinematográficos, artistas épicos e escritores renomados.
A premissa: em maio de 1968, o jovem estadunidense Matthew (Michael Pitt), estudante de intercâmbio, vai para Paris estudar francês. Ele rapidamente faz amizade com uma jovem francesa, chamada Isabelle (Eva Green), eseu irmão gêmeo Theo (Louis Garrel). Os três têm, em comum, uma enorme paixão pelo cinema. A amizade entre eles começa a florescer. Matthew descobre uma intimidade anormal, da qual os irmãos franceses compartilham, em meio a jogos psicológicos sob a temática do cinema clássico. Matthew fica inicialmente confuso e impactado, mas aos poucos sente atração por este mundo utópico. Por todo o tempo eles vivenciam uma paixão mútua e isolam-se totalmente do mundo, distanciando-se completamente do contexto conturbado em que vivia a França no ano de 1968. Entretanto, o profundo relacionamento entre eles é abruptamente interrompido, quando percebem o enorme estardalhaço vindo das ruas de Paris. Havia estourado uma grande rebelião de estudantes e, como que se acordassem de um sonho, eles decidem unir-se ao movimento.
Bertolucci, dono de clássicos como “O Último Tango em Paris” e “O Último Imperador”, sempre causou polêmica com seus filmes, retratando temas banidos pela sociedade e com teor político. Em The Dreamers, a controvérsia é maior, pois ele tem como base o incesto, o sexo, as drogas e o protesto de 1968, mas Bertolucci transcreve tudo isso para as telas de forma poética, lírica, mais utópica do que nunca.
As atuações são impressionantes. A jovem atriz, Eva Green, que já chegou a ser comparada com Jeanne Morreau, faz um trabalho excelente no filme, exuberante e sensual como Isabelle, sem ser vulgar, isso porque foi seu papel de lançamento no cinema. Louis Garrel interpreta o jovem Theo de forma quimérica e inteligente. Apesar de o papel principal ser de Michael Pitt, igualmente fantástico como Matthew no filme, está claro que Louis e Eva sobrepõem o protagonista de forma categórica e resplandecente.
A trilha sonora não poderia ser deixada de lado, quando se é constituída por ícones da década de 60, como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Bob Dylan, The Doors, entre outros. Cada música entra e sai sorrateiramente, quase que esmaecendo, tornando-as sucintas, mas perceptíveis. Além disso, The Dreamers resgata diversos filmes cults, intercalando referências com cenas originais dos mesmos. Destaque para a cena na qual o trio engana os guardas do Louvre e atravessa o museu correndo, quebrando o tempo recorde das personagens de “Bande à Part”. “Blonde Venus”, “Freaks”, “Sunset Boulevard”, “Queen Christina”, entre outros, são alguns dos filmes citados.
The Dreamers é um verdadeiro sonho, apesar de toda polêmica causada e de duros ataques sofridos pela crítica francesa e italiana. É, sem dúvida, um filme extraordinário e original, que se firmou no universo Cult como uma obra de arte, uma verdadeira homenagem ao universo cinematográfico. Vale à pena!
Trailer
Ficha Técnica
Os Sonhadores The Dreamers - 2003 Itália/França/Reino Unido/EUA Drama - 115 min.
Diretor: Bernardo Bertolucci Roteirista: Gilbert Adair Elenco: Michael Pitt, Louis Garrel, Eva Green, Anna Chancellor e Robin Renucci
E o tempo passa e quando achamos que não havia mais nada para ser criado no mundo televisivo, eis que surge SKINS! ORIGINALISSIMA!
Sim, é totalmente diferente do conceito sobre séries teens já mostrado! E NÃO, não conheci SKINS na revista Capricho, conheço desde o seu início, mas resolvi comentar agora, seja pela saudade de um fã que não cabe dentro do peito e precisa ser expressa, ou pela qualidade excelente da série! Skins é um drama inglês, criado por Jamie Brittain e Bryan Elsley em 2007 e exibido pelo canal europeu E4, contando o dia-a-dia de adolescentes “normais” que vivem em Bristol (Inglaterra), onde as festas, o sexo, as drogas e o rock n’ roll reinam. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago HBO Plus. Inovadora, coerente, insana, inteligente, possui personagens e atuações complexas e magníficas, os quais não são mostrados nos dramas teens americanos convencionais. Talvez um dos retratos mais reais sobre o jovem já mostrados, dispensando a forma caricata ou exagerada que geralmente o mesmo é representado, seja por sua bondade excessiva ou por sua irresponsabilidade sem tamanho. Cada episódio do programa possui o nome de um personagem e é centrado nele, mostrando seus problemas particulares e como os outros reagem em relação a eles. A proposta do show é ter um elenco fixo por duas temporadas, modificando os atores e personagens ao fim deste período, iniciando assim, novas histórias. O elenco das temporadas 1 e 2 cativou o público e nos apresentou à série: Tony, Sid, Cassie, Michelle, Maxxie, Anwar, Chris, Jal, Effy e Sketch.
O seriado vai além do que costumávamos ver, mostrando de forma muito mais intensa e madura, diversas situações e problemas sociais já típicos, mas que, quando tratados de outro ângulo, renovam-se, como o uso de drogas, o sexo explícito ou insinuativo, a orientação sexual de cada indivíduo, o relacionamento familiar, entre outros. Tudo de forma muito poética, mas ainda assim, mais real!
Além de todo o trabalho técnico bem-feito no show, Skins ainda traz uma trilha sonora espetacular, que vai desde clássicos dos anos 70/80, como Blondie, até as divas pop atuais, como Britney Spears, ou ao indie rock, como The Gossip; cada música se encaixa na cena perfeitamente. Ainda há o trabalho fantástico realizado com o figurino, que está sempre dentro das tendências mundiais, mas mantendo o estilo alternativo, rocker, e cada personagem possui sua referência, mostrando diversos looks estarrecedores.
Recentemente, a série entrou em recesso para a escolha de novos personagens e criação de uma nova trama para uma terceira temporada, que deve estrear no fim deste ano ou em meados do ano que vem.
Veja abaixo, o trailer da segunda temporada do programa e um momento incrível do mesmo, quando o elenco faz cover da música Wild World, de Cat Stevens!
Trailer
Wild World (Skins Cast - Cat Stevens Cover)
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That’s all, folks!
PS: Como dizia a Cassie: “Oh, Uaaaaaaaaau, amazing!”
Em tempos de escassez de eventos e fatos para se falar, sejam eles séries de TV, que entram em suas reprises intermináveis agora, ou músicas, cujos festivais são celebrados geralmente no segundo semestre, sobram poucas coisas interessantes que valem a pena ser comentadas; uma delas é a temporada da moda brasileira, que abriu com a Casa de Criadores, no ultimo dia 28 de Maio, e será seguida esta semana pelo Rio Fashion Week e logo após pelo São Paulo Fashion Week. Há ainda algumas novidades no cinema, filmes-pipoca que todos amam assistir e alguns fatos “humorísticos”, como já diz um amigo meu. Por falar em humor e ácido ainda, vejam o comercial de TV abaixo, exibido originalmente pela MTV! Um deleite crítico e inteligente!
“Um ‘kitzinho’ de tênis feito pelas criancinhas chinesas, olha que beleza!” “SUSTENTABILIDADE, vamos esquecer este negócio, porque as crianças têm que se alimentar!”
“Sustenta uma rede de juízes, fiscais...” “O salário deles é tão pequenininho, né?!” “TODO MUNDO SE DÁ BEM!”
“POR QUE eu tenho que comprar 12 tênis?” “Porque a roda tem que girar!”
Hot Chip é uma banda inglesa de dance-punk/electropop-rock. O músico Al Doyle vem de Leeds e o restante dos músicos vem de Londres.
A banda já fez muitos shows, inclusive com aparições nos festivais Glastonbury, Sónar, Big Day Out e também muitas turnês em território americano e europeu nestes últimos três anos. Lançaram dois singles em 2006 - "Over and Over" e "And I Was A Boy From School", ficando muito bem posicionado no ranking. O álbum The Warning foi elogiado pela crítca e pelo público, ganhando a nomeação de melhor álbum de 2006 pela Mercury Music Prize. A canção "Over and Over" foi eleita o melhor single de 2006 pela conceituada NME. O primeiro álbum da banda foi lançado pelo selo indie Moshi Moshi. Agora a banda é contratada da DFA Records, capitaneada por James Murphy, líder do LCD Soundsystem.
O álbum – Made In The Dark
Lançamento: Fevereiro de 2008 Duração: 53:57 Selo: EMI (UK), DFA Records / Astralwerks Records (US) Nota: 9,0
O “must” do CD – Você DEVE ouvir!
Ready For The Floor Esta é a mais-mais do CD! Ready For the Floor é hit, bem-feita, batidas dançantes, refrão chiclete, efeitos engraçados, não à toa é a musica que consagrou o álbum Made In The Dark. Feita para as pistas, por isso DEVE ser ouvida!
Out At The Pictures A música começa com um efeito “zum-zum” lento, que dura pouco mais de um minuto, depois se baseia em um ritmo rápido, envolvente, paradas divertidas e uma letra básica para acompanhar tudo isso. Cativante!
Shake A Fist Uma batida exótica, que quase remete tambores batucados, uma letra cantada de forma preguiçosa, uma parada para ouvirmos um diálogo, um sintetizador dando início à parte mais dançante da música, seguida por gritos ensandecidos e sinos. Por isso, Shake A Fist é uma das mais cools do CD! Fantástica!
Made In The Dark A música-título do álbum não tem efeitos, é seguida por um piano, uma batida leve, quase romântica. Talvez a mais pop, lembra trilha sonora de seriado teen, por isso merece ser ouvida.
One Pure Thought Cheia de efeitos, um riff de guitarra engraçado, um ritmo animado e alternado, uma letra simples, fácil de acompanhar. One Pure Thought merece destaque pela forma como é conduzida: com efeitos, mas com o som da guitarra audível.
Wrestlers Esta, sem dúvida, é a mais bonitinha do compacto. Wrestlers é composta por um versinho repetitivo, acompanhado por efeitos, que lembram sons de jogos de vídeo-game, um piano de fundo e um back vocal tradicional para dar o toque final à música.
Medianas
Bendable Poseable Uma voz monótona gritando “bendable poseable” inicia a música, depois seguida por um riff cool e a voz principal cantando o restante da letra. Efeitos caóticos, ritmo alternativo dão à música o tom do tipo das que merecem ser ouvidas poucas vezes.
Hold On A mais indie e a maior do álbum, Hold On é cheia de efeitos loucos, que quase ficam sem ritmo coordenado, possui um refrão bacana, mas a mistura e a mudança de ritmo fazem com que a música entre para a lista das medianas, apesar de adorada por muitos.
We’re Looking For A Lot Of Love Tem um ritmo lento, mas envolvente. Também lembra trilha de seriado teen, vale ser ouvida, mas não é um hit!
Uncools – Você NÃO DEVE ouvir!
In The Privacy Of Our Love Lenta, finalizada com um efeito que lembra música de ninar. O que era para ser romântica, acabou passando a impressão “alternate” demais.
Touch Too Much Estranha, sem ritmo, efeito enjoativo e comum.
Don’t Dance Extremamente cansativa, louca, grande demais para o seu ritmo sem emoção, é o tipo de música b-side que deve ser deixada na gaveta! A paradinha, seguida de um efeito cool, talvez seja a única coisa boa de Don’t Dance.
Whistle For Will Morta, monótona, tédio total. Se você quiser dormir, ouça esta!
Gostou? Então entre na comunidade do Hot Chip no Orkut. Clique aqui!
“Escolhido para a obra de Deus”, este é o tema do programa de uma das igrejas evangélicas mais famosas do Brasil, a Igreja Mundial do Poder de Deus, tema este que arremata milhares de fiéis por toda a terra do carnaval. Até soa como ironia, fiéis que antes saíam pelados ou com suas fantasias nas ruas em tempos de carnaval, hoje preferem rodar suas noites em vigílias no templo sagrado desta igreja e de muitas outras do gênero encontradas pelo país. Deixando as evasivas de lado e nos concentrando no fato aqui exposto, os pontos-chave são: o que leva uma pessoa a ser seguidora de tais igrejas? O que elas oferecem em troca? E o quão isso modifica as vidas dessas pessoas?
Bom, assistindo aos “shows da fé”, logo temos respostas para estas perguntas acima. As premissas dessas igrejas são baseadas na concretização dos milagres, simples assim, este é o fator X das questões. Em tempos de desgraças, secas, violência, corrupção, pobreza e afins, as pessoas necessitam de uma esperança, de algo que faça surgir uma luz no fim do túnel, sendo assim, igrejas, como “Igreja Universal do Reino de Deus, “Igreja Internacional da Graça de Deus”, entre outras, exploram ao máximo essa deixa, mas não, necessariamente, cumprem com a mesma, e já explico o porquê disso.
Tendo em vista todo o sensacionalismo mostrado na TV, todos os milagres absurdos realizados, como um tetraplégico voltando a andar e a se mexer, AIDS sendo curada, cegueira sem cura deixando de existir, e todas as possessões demoníacas exorcizadas, fica difícil acreditar no poder de tal fé, fé esta que se baseia no nome de Deus para ser realizada.
Não sou cético e tenho um lado independente de religiões, mas todos nós acreditamos em Deus. Usar desta fé para promover shows de milagres falsos, induzindo assim os menos afortunados psicologicamente a arrecadar fundos para as “Obras de Deus” tão exaltadas por essas igrejas, quando na verdade seus discípulos estão colaborando para as mansões no Caribe, os carros importados, as viagens ao redor do mundo e as futilidades de seus pastores e agregados; tudo isso é covardia e desrespeito ao sofrimento alheio.
Participar de um das reuniões dessas igrejas é como participar de um ritual ou um leilão, onde os lances de “quem dá mais” como dízimos são intercalados com as amostras gratuitas de pessoas se recuperando de doenças incuráveis ou se livrando dos demônios em seus corpos. Um prato cheio para aqueles que não têm mais no que acreditar, que não possuem o que comer, estão desempregados, doentes e aflitos. Claro, porque recorrer a um milagre é muito mais conveniente do que concluir os estudos, fazer cursos, procurar emprego ou ir ao médico. Esperar as coisas caírem do céu é o que há!
Fuga para outro mundo... Uma chuva de confeitos coloridos, fora de foco, cai no verão de 1981. Um garoto parece feliz, banhando-se da chuva, que logo percebemos serem cereais matinais. A cena é cortada, e Brian Lackey (Brady Corbet) começa a narrar sua história fantasiosa, surreal, de como foi seqüestrado por alienígenas naquele verão. O fato é: ele não se lembra de nada, cinco horas de sua vida foram apagadas, esquecidas pelo tempo; cinco horas que, ao longo do filme, descobrimos que ele não foi seqüestrado por nenhum extraterrestre, o que tinha ocorrido naquele ano era humanamente possível e muito real.
Logo passamos para o inverno de 1987, e conhecemos Neil McCormick (Joseph Gordon-Levitt), um garoto de programa, assumidamente gay, que atende seus clientes, muitos deles homens de família, no playground da cidade. Tomamos o conhecimento que Neil, quando ainda criança, teve um caso com o treinador do time de beisebol.
Gregg Araki faz com que as duas histórias vão se desenvolvendo paralelamente, mas percebemos que elas muito têm em comum. O filme trata de um assunto não muito corriqueiro em Hollywood, mas já tendo sido tocado antes de forma não tão competente quanto em Mistérios da Carne, a pedofilia. Greg conduz a trama de forma sutil, leve e cheia de mistérios. Aos poucos vamos ligando os pontos, e vemos que a resposta que Brian tanto procura para o que ocorreu naquelas cinco horas de sua vida, é guardada por Neil.
Mistérios da Carne é um filme sensível, sobre a vida de dois garotos abusados sexualmente pelo treinador, mas tal relação é retratada com tamanha cumplicidade que tal ato, considerado por nós desprezível, beira a sensualidade e o prazer. Talvez se fosse liderado por outro diretor, esta sutileza seria perdida e o filme poderia ser mais um sensacionalista hollywoodiano. Greg pode até ser considerado um Pedro Almodóvar em versão americana, pela forma como trata seus filmes, sempre com maturidade.
Título original: Misterious Skin (EUA, 2004) Diretor: Gregg Araki Elenco: Kelly Joseph Gordon-Levitt, Brady Corbet, Elisabeth Shue, Michelle Trachtenberg, Bill Sage, Chris Mulkey Gênero: Drama Duração: 105 min. Cor Distribuidora: Paris
O DVD do filme ainda é raro ser encontrado no Brasil, por isso, para quem quer da uma conferida, há links de download no site abaixo:
Cansado de assistir à Rede Globo, procurando por algo um pouco mais inteligente e que ofenda menos nossa dignidade, mudo de canal e deparo-me com o famoso programa homônimo da apresentadora Márcia Goldschmidt. Parei ali mesmo e resolvi tentar entender o porquê de tamanha fama, resposta esta que não demorou a vir, sendo notada logo na chamada do show:
“A apresentadora Márcia Goldschmidt comanda o talk show que leva ao telespectador emocionantes histórias de vida. MÁRCIA mostra os dramas de pessoas comuns em busca de soluções para seus problemas. Paixões, traições, desencontros e muito mistério em um programa diário e ao vivo. Diante de uma platéia de aproximadamente 100 pessoas, Márcia entrevista convidados e leva profissionais como psicólogos e advogados para ajudar no desfecho de cada caso. Um programa dinâmico e ousado que, além de entretenimento, leva informação e orientação aos telespectadores.”
Continuei assistindo e vi que o sensacionalismo só tinha dado a largada, pois ao longo do programa, testes de fidelidade feitos com sistemas detectores de mentira ou casais tentando sanar suas dúvidas sobre a paternidade de seus filhos, conduzem os telespectadores a um desfecho um tanto previsível: brigas e mais brigas.
Bom, diante disso, nota-se de longe o porquê do sucesso, afinal, a massa ignorante, maior parte da população brasileira, adora uma desgraça alheia e uma boa baixaria, e nossa televisão nem é muito sensacionalista, né? Tudo isso é representado em programas como este, disfarçados de cordeirinhos brancos para atrair a audiência.
Resolvi, então, voltar a assistir à minha novela Global, cheia de clichês, pornografia, incoerências e fantasias. By the way*, impossível dizer o que é pior!
*By the way = aliás.
PS: no próximo post, uma lista de músicas obrigatórias de se ouvir! E quem dita esta lei sou eu!
DANILO NOVAIS - Estudante de Jornalismo e amante da cultura pop. Música, TV, cinema e moda são como combustíveis para seu funcionamento (Twitter: @danovais).
LUCAS SOARES - Outro estudante de Jornalismo perdido em anseios e devaneios. Ama seriados, cinema, livros e música (Twitter: @lukels).
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