Mostrando postagens com marcador Untitled. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Untitled. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Untitled: The Killers no Brasil

Para a terceira coluna Untitled nada mais e nada menos do que o anúncio da volta desta grande banda ao Brasil.

E então confirma-se: a banda norte-americana originária de Las Vegas volta ao Brasil.

Os (The) Killers confirmaram duas apresentações em solo brasileiro: dia 21 de novembro, em São Paulo (na Chácara do Jockey, mesmo local onde aconteceu o show do Radiohead em março deste ano) e no dia 24 de novembro, no Rio de Janeiro (no HSBC Arena).

Com Brandon Flowers, 28, nos vocais e teclado, os Killers se apresentarão no Brasil pela segunda vez. No ano de 2007, no extinto Tim Festival, os garotos que iniciaram carreira numa boate em Las Vegas, apresentaram o show do álbum Sam's Town. Brandon e companhia foram criticados pela maturidade rápida que atingiram do disco de estreia para o segundo álbum da banda.

Com Hot Fuss (2004), a banda norte-americana atingiu os topos das paradas britânicas muito antes de ficarem conhecidos no espaço musical dos Estados Unidos. Caindo no gosto dos "roqueiros alternativos" da Inglaterra, os Killers estouraram mundialmente, ficando conhecidos como 'a banda americana mais britânica' da atualidade. Com Sam's Town (2006), o segundo disco, Flowers admite que escolheram seguir um caminho mais sério e que as canções do novo disco são mais reflexivas do que as do primeiro.

No final de 2008, a banda lança o terceiro álbum de inéditas intitulado de Day & Age. As canções, mais voltadas para uma sacada mais dançante, dividiram opiniões dentre os fãs. Human, primeiro single do disco, ganhou paradas ao redor do mundo, sendo sucesso.

Os discos
A banda tem três álbuns lançados, sendo estes Hot Fuss (2004), Sam's Town (2006) e Day & Age (2008). Entre o segundo e o terceiro trabalho, a banda ainda lançou um disco com regravações de músicas próprias nunca lançadas e versões trabalhadas de músicas de cantores como Lou Reed, Dire Straits e Joy Division, chamado de Sawdust (2007).

Os preços
Muitos fãs reclamaram dos preços para o show. Em São Paulo, o ingresso para pista comum, para os estudantes, está saindo por R$100. A pista premium, que será uma espécie de VIP, já esgotado a meia, estava saindo por R$175. Pelo que consta no site do Live Pass, empresa que está vendendo os ingressos para os shows, restam poucos ingressos.

Para mais informações acesse:
The Killers Brasil - Site brasileiro sobre The Killers
LivePass.com.br - Site que faz as vendas dos ingressos
The Killers Music - Site oficial da banda

As expectativas para o show estão no ar. Você vai ao show? O que achou dos preços?

Até a próxima!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Untitled: Fernando Meirelles - por Lucas Soares

Para a segunda coluna Untitled, escolhi um dos brasileiros que, atualmente, me faz ter orgulho de seu trabalho aqui no Brasil e fora. Fernando Meirelles é um grande diretor e faz questão de deixar isso sobressair na essência de seus filmes. Confira!


Brasileiro, arquiteto que passou a dirigir programas independentes para tv nos anos 80. Um louco, diria deslocado, não fosse o talento evidente em suas obras. Foi o grande maluco por trás de Menino Maluquinho 2. A visão inteligente e diferente de Domésticas. O visionário de Cidade de Deus. O consagrado de O Jardineiro Fiel. O audacioso de Ensaio Sobre a Cegueira. Fernando Meirelles, 54, é um dos cineastas brasileiros com maior renome internacional. Não diria de maior importância e nem agregaria outros valores a este valor principal, principalmente pelo fato de que o fazer do cinema é diferente em cada época e cada época tem seu nome.

Meirelles graduou-se em Arquitetura em São Paulo e, logo no início de sua carreira profissional, em meados dos anos 80, passou a se interessar pela produção de programas independentes para tv. Em palestra realizada em Brasília no primeiro semestre deste ano, Fernando contou suas experiências e sobre como sua liberdade de criação era ilimitada. Fundou logo em seguida, com amigos, a Olhar Eletrônica, uma produtora independente. Foi um dos nomes por trás da produção do tão conhecido Castelo Rá-tim-bum. Anos mais tarde, fecharam a produtora e abriram a atual 02 Filmes, mas inicialmente como uma empresa de publicidade e propaganda.

Não deu outra. A 02 Filmes não demorou mais do que uma década para se tornar referência na produção publicitária do país. Depois de muita história, finalmente conseguiu rodar Cidade de Deus, filme que lhe rendeu uma indicação ao prêmio maior do Cinema norte-americano. Em 2004 concorreu ao Oscar de Melhor Diretor ao lado de nomes como Sofia Coppola, Peter Weir, Clint Eastwood e, o vencedor da ocasião, Peter Jackson.

Com O Jardineiro Fiel teve sua primeira experiência com a direção de um elenco totalmente estrangeiro, rodado em um país totalmente estranho a ele, aos atores e à história do filme. Dose repetida em O Ensaio Sobre a Cegueira. Ambos regidos com grande maestria pelo brasileiro.

Fernando atualmente está nas telas da TV Globo com o micro-série Som e Fúria. Só por ter a produção, direção e parte do roteiro assinados por Meirelles, vale a pena assistir. Na mesma palestra citada anteriormente, ele foi só elogios a todo o elenco. Ontem, 8 de julho, foi a estreia. Ainda restam alguns episódios (segundo o site), não percam.

Perguntaram-me dia desses por que é que Fernando Meirelles tem todo esse (re)nome com pouquíssimos filmes no seu currículo. Sendo totalmente parcial, só respondi: simplesmente porque ele é bom e sabe o que faz. É a velha história de que o que importa é a qualidade e não a quantidade. E é isso. Até a próxima Untitled!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Untitled: Personagens Secundários - por Lucas Soares

Para a estreia da coluna Untitled, o Cult Pop Show faz um pequeno mergulho neste universo dos filmes onde nem sempre o primeiro olhar é o mais importante: alguns diretores, roteiristas e atores conseguem dinamizar tanto a trama a ponto de um filme inteiro ser roubado por causa de um só personagem.


PERSONAGENS SECUNDÁRIOS: A SEGUNDA VISÃO QUE DÁ CERTO
É comum quando um personagem principal de um filme se destaca pelo grande universo que é construído ao redor dele. O que não é comum, mas por vezes recorrente, é um personagem secundário ou de apoio se destacar e fazer que esse destaque valha o filme inteiro.

Alguns diretores costumam acertar neste quesito: o de impressionar pelas entrelinhas. O cineasta espanhol Pedro Almodóvar é mestre nisso: criar submundos dentro dos vários mundos comuns que cria em seus filmes. O detalhe é o que mais importa e a minúcia das cenas com os diálogos e personagens agrega valores ao todo.


Penélope Cruz, atriz espanhola (queridinha de Almodóvar), no recente Vicky Cristina Barcelona (dirigido e escrito pelo cineasta inglês Woody Allen), abocanhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante deste ano pela vida que deu à Maria Elena. A história do filme, em resumo, fala da viagem que duas americanas fazem à Barcelona, vividas por Scarlett Johansson (Cristina) e Rebecca Hall (Vicky). Nesta viagem conhecem Juan Antonio, vivido por Javier Bardem. Em meio à loucura da paixão, as amigas se apaixonam pelo personagem de Javier e na loucura deste amor, conhecem a ex-esposa dele. E é aí que Penélope mostra a que veio ao mundo.

Maria Elena é uma mulher energética, vibrante e Penélope rouba a cena quando mostra a passionalidade desta mulher. Consegue prender os suspiros do público até o momento que acaba sua histérica primeira cena. E ficou marcado.


Não diferente, Rachel Weisz, em Um Beijo Roubado, primeiro longa da cantora Norah Jones, vive a também passional Sue Lynne Copeland. O personagem é construído de uma forma rápida e de explosão idem. Pontos para o cineasta e roteirista Kar Wai Wong e Lawrence Block. No mesmo filme, uma Natalie Portman com os cabelos curtíssimos e loiros, rouba vários dos minutos do longa com a trambiqueira Leslie.


No também indicado ao Oscar, Dúvida, com os grandes Philip Seymour Hoffman e Meryl Streep, um papel secundário mostra a força e o talento da atriz Viola Davis. Vivendo a mãe do menino que está supostamente sendo molestado pelo padre da escola, Davis é Mrs. Miller e atua de forma simples, sincera e impactante. Convence.


Por último, mas não menos importante, Jennifer Connelly, como Janine Gunders, em Ele Não Está Tão Afim de Você, vive uma mulher bem-sucedida no campo financeiro. A cena que a faz entrar nesta pequena lista é já quase no final da película, quando, irada e histérica, quebra um item caríssimo de seu apartamento. A fúria e veracidade dessa fúria juntamente com o sincero arrependimento de logo depois, valem o filme.


Você concorda? Qual ou quais personagens você acha que deveria ter na lista? Faça sua própria lista nos comentários! Até a próxima!