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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Oscar 2010: os indicados!

Por Lucas Soares

A cerimônia de anúncio dos indicados ao Oscar 2010, aconteceu hoje, dia 2/02, pela manhã e foi apresentado pela atriz Anne Hathaway ("O casamento de Rachel") e o presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Tom Sherak. A noite de premiação do Oscar 2010 acontece dia 7 de março, domingo. Confira as indicações em todas as categorias:

Melhor Ator:
* Jeff Bridges por “Crazy Heart”
* George Clooney por “Up in the Air”
* Colin Firth por “A Single Man”
* Morgan Freeman por “Invictus”
* Jeremy Renner por “The Hurt Locker”

Melhor Ator Coadjuvante:
* Matt Damon por “Invictus”
* Woody Harrelson por “The Messenger”
* Christopher Plummer por “The Last Station”
* Stanley Tucci por “The Lovely Bones”
* Christoph Waltz por “Inglourious Basterds”

Melhor Atriz:
* Sandra Bullock por “The Blind Side”
* Helen Mirren por “The Last Station”
* Carey Mulligan por “An Education”
* Gabourey Sidibe por “Precious”
* Meryl Streep por “Julie & Julia”

Melhor Atriz Coadjuvante:
* Penélope Cruz por “Nine”
* Vera Farmiga por “Up in the Air”
* Maggie Gyllenhaal por “Crazy Heart”
* Anna Kendrick por “Up in the Air”
* Mo’Nique por “Precious”

Melhor Animação:
* “Coraline”, de Henry Selick
* “Fantastic Mr. Fox”, de Wes Anderson
* “The Princess and the Frog”, de John Musker e Ron Clements
* “The Secret of Kells”, de Tomm Moore
* “Up”, de Pete Docter

Direção de Arte:
* “Avatar”: Rick Carter and Robert Stromberg
* “The Imaginarium of Doctor Parnassus”: Dave Warren e Anastasia Masaro
* “Nine”: John Myhre
* “Sherlock Holmes”: Sarah Greenwood
* “The Young Victoria”: Patrice Vermette

Fotografia:
* “Avatar”: Mauro Fiore
* “Harry Potter and the Half-Blood Prince”: Bruno Delbonnel
* “The Hurt Locker”: Barry Ackroyd
* “Inglourious Basterds”: Robert Richardson
* “The White Ribbon”: Christian Berger

Melhor Figurino:
* “Bright Star”: Janet Patterson
* “Coco before Chanel”: Catherine Leterrier
* “The Imaginarium of Doctor Parnassus”: Monique Prudhomme
* “Nine”: Colleen Atwood
* “The Young Victoria”: Sandy Powell

Melhor Diretor:
* James Cameron, com “Avatar”
* Kathryn Bigelow, com “The Hurt Locker”
* Quentin Tarantino, com “Inglourious Basterds”
* Lee Daniels, com “Precious”
* Jason Reitman, com “Up in the Air”

Documentário:
* “Burma VJ”, de Anders Østergaard e Lise Lense-Møller
* “The Cove”, nominados a serem determinados ainda
* “Food, Inc.”, de Robert Kenner e Elise Pearlstein
* “The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers”, deJudith Ehrlich e Rick Goldsmith
* “Which Way Home”, de Rebecca Cammisa

Documentário (curtos):
* “China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province”, de Jon Alpert e Matthew O’Neill
* “The Last Campaign of Governor Booth Gardner”, de Daniel Junge e Henry Ansbacher
* “The Last Truck: Closing of a GM Plant”, de Steven Bognar e Julia Reichert
* “Music by Prudence”, de Roger Ross Williams e Elinor Burkett
* “Rabbit à la Berlin”, de Bartek Konopka e Anna Wydra

Melhor edição:
* “Avatar”: Stephen Rivkin, John Refoua e James Cameron
* “District 9”: Julian Clarke
* “The Hurt Locker”: Bob Murawski e Chris Innis
* “Inglourious Basterds”: Sally Menke
* “Precious”: Joe Klotz

Melhor Filme Estrangeiro:
* “Ajami”: Israel
* “El Secreto de Sus Ojos”: Argentina
* “The Milk of Sorrow”: Peru
* “Un Prophète”: França
* “The White Ribbon”: Alemanha

Maquiagem:
* “Il Divo”, por Aldo Signoretti e Vittorio Sodano
* “Star Trek”, por Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow
* “The Young Victoria”, por Jon Henry Gordon e Jenny Shircore

Melhor Trilha Sonora:
* “Avatar”: James Horner
* “Fantastic Mr. Fox”: Alexandre Desplat
* “The Hurt Locker”: Marco Beltrami e Buck Sanders
* “Sherlock Holmes”: Hans Zimmer
* “Up”: Michael Giacchino

Música:
* “Almost There”, de “The Princess and the Frog” (Randy Newman)
* “Down in New Orleans”, de “The Princess and the Frog” (Randy Newman)
* “Loin de Paname”, de “Paris 36” (Reinhardt Wagner e Frank Thomas)
* “Take It All”, de “Nine” (Maury Yeston)
* “The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)”, de “Crazy Heart” (Ryan Bingham e T Bone Burnett)

Melhor Filme:
* “Avatar”
* “The Blind Side”
* “District 9”
* “An Education”
* “The Hurt Locker”
* “Inglourious Basterds”
* “Precious”
* “A Serious Man”
* “Up”
* “Up in the Air”

Melhor Curta Animado:
* “French Roast”
* “Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty”
* “The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)”
* “Logorama”
* “A Matter of Loaf and Death”

Melhor Curta:
* “The Door”
* “Instead of Abracadabra”
* “Kavi”
* “Miracle Fish”
* “The New Tenants”

Edição de Som:
* “Avatar”: Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle
* “The Hurt Locker”: Paul N.J. Ottosson
* “Inglourious Basterds”: Wylie Stateman
* “Star Trek”: Mark Stoeckinger e Alan Rankin
* “Up”: Michael Silvers e Tom Myers

Mixagem de Som:
* “Avatar”: Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson e Tony Johnson
* “The Hurt Locker”: Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett
* “Inglourious Basterds”: Michael Minkler, Tony Lamberti e Mark Ulano
* “Star Trek”: Anna Behlmer, Andy Nelson e Peter J. Devlin
* “Transformers: Revenge of the Fallen”: Greg P. Russell, Gary Summers e Geoffrey Patterson

Efeitos Visuais:
* “Avatar”: Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones
* “District 9”: Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros e Matt Aitken
* “Star Trek”: Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton

Melhor Roteiro (adaptado):
* “District 9” (Neill Blomkamp e Terri Tatchell)
* “An Education” (Nick Hornby)
* “In the Loop” (Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci e Tony Roche)
* “Precious” (Geoffrey Fletcher)
* “Up in the Air” (Jason Reitman Sheldon Turner)

Melhor Roteiro (original):
* “The Hurt Locker” (Mark Boal)
* “Inglourious Basterds” (Quentin Tarantino)
* “The Messenger” (Alessandro Camon & Oren Moverman)
* “A Serious Man” (Joel Coen & Ethan Coen)
* “Up” (Bob Peterson, Pete Docter e Tom McCarthy)

Os nomes dos filmes foram mantidos com os originais. Para maiores informações, acesse Oscars.org, um dos sites oficiais do evento.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

67º Globo de Ouro - Vencedores


A noite foi composta por algumas surpresas, como o prêmio dado à Glee (Melhor Série Musical ou Comédia), mas por outras óbvias, como a enfim vitória de Sandra Bullock. Acompanhe a lista abaixo!

MELHOR SÉRIE DE TV - DRAMA
"Big Love/Amor imenso"
"Dexter"
"House"
"Mad Men"
"True Blood"

MELHOR SÉRIE DE TV - MUSICAL OU COMÉDIA

"Entourage"
"Glee"
"The Office"
"Modern Family"
"30 Rock"3

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

"Georgia O'Keeffe"
"Grey Gardens"
"Into the Storm"
"Little Dorrit"
"Taking Chance"


MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Kevin Bacon, por "Taking Chance"
Kenneth Branagh, por "Wallander"
Brendan Gleeson, por "Into the Storm"
Jeremy Irons, por "Georgia O'Keeffe"
Chiwetel Ejiofor, por "Endgame"


MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Joan Allen, por "Georgia O'Keeffe"
Drew Barrymore, por "Grey Gardens"
Jessica Lange, por "Grey Gardens"
Anna Paquin, por "The Courageous Heart of Irena Sendler"
Sigourney Weaver, por "Prayers for Bobby"


MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV - MUSICAL E COMÉDIA

Alec Baldwin, por "30 Rock"
Steve Carell, por "The Office"
David Duchovny, por "Californication"
Thomas Jane, por "Hung"
Matthew Morrison, por "Glee"


MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV - MUSICAL OU COMÉDIA

Toni Collette, por "United States of Tara"
Courteney Cox, por "Cougar Town"
Edie Falco, por "Nurse Jackie"
Tina Fey, por "30 Rock"
Lea Michele, por "Glee"


MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV - DRAMA

Simon Baker, por "The Mentalist"
Michael C. Hall, por "Dexter"
Jon Hamm, por "Mad Men"
Hugh Laurie, por "House"
Bill Paxton, por "Big Love/Amor imenso"


MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV - DRAMA

Glenn Close, por "Damages"
January Jones, por "Mad Men"
Julianna Margulies, por "The Good Wife"
Anna Paquin, por "True Blood"
Kyra Sedgwick, por "The Closer"


MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Michael Emerson, por "Lost"
Neil Patrick Harris, por "How I Met Your Mother"
William Hurt, por "Damages"
John Lithgow, por "Dexter"
Jeremy Piven, por "Entourage"


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Rose Byrne, por "Damages"
Jane Adams, por "Hung"
Jane Lynch, por "Glee"
Janet McTeer, por "Into the Storm"
Chloë Sevigny, por "Big Love/Amor imenso"


MELHOR FILME DE DRAMA

"AVATAR"

MELHOR FILME MUSICAL OU COMÉDIA
"Se Beber, Não Case"

MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA
Sandra Bullock, "The Blind Side"

MELHOR ATRIZ EM FILME MUSICAL OU COMÉDIA
Meryl Streep, "Julie & Julia"

MELHOR ATOR EM DRAMA
Jeff Bridges, "Crazy Heart"

MELHOR ATOR EM FILME DE MUSICAL OU COMÉDIA
Robert Downey Jr., "Sherlock Holmes"

MELHOR DIRETOR DE FILME
James Cameron, "Avatar"
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Stuff: Teaser de Harry Potter e as Relíquias da Morte Pt. 1


Vazou o teaser trailer oficial de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1. A versão abaixo contém introdução do diretor David Yates e do produtor David Heyman, confira!


Dh Preview One - Click here for another funny movie.


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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Especial: Vampiros - Parte 2

Edição: Danilo Novais


Lendas: Percorrendo o Vampirismo

No âmbito da magia e terror, nós vimos o vampiro aparecer com rara constância nas lendas e tradições populares. No entanto, lendas não são somente crenças populares, pertencem sempre a uma realidade esquecida e temerosa.


Vlad Tepes, o Conde Dracula
Texto de Jean Paul Bourre

Na Transilvânia, a uma altitude vertiginosa acima de uma paisagem selvagem, entre florestas e ribeiros, eleva-se uma cidadela inacessível onde, enclausurado voluntariamente, vivia noutros tempos um príncipe chamado Vlad Drakul. Este solitário não tinha senão um único fim: transpor os limites da morte e entrar vivo na eternidade. Drácula, eis o nome deste amante das ciências malditas. Nosferatu, isto é: o “não-morto”, aquele que não morre nunca.

A história revela-nos que o Conde Drácula não era Conde, mas sim príncipe e que reinou em Valáquia, província dos Cárpatos, de 1456 a 1462. É também conhecido pelo nome de Vlad Tepes, o que quer dizer Vlad, o empalador. O historiador Florescu descreve-o como especialista em empalamento e tortura, homem sanguinário e destemido guerreiro. Ele empregava estacas e lanças que precisavam ser afiadas, para que as perfurações não provocassem imediata agonia e antes intensificassem o sofrimento dado o tipo de chaga alargada que daí resultava. Em Târgoviste ele empalou, na Páscoa de 1459, quinhentos Boyards. A 24 de Agosto de 1460, ele assassinou 30.000 prisioneiros em Anilas, alguns fazendo passar por cima deles os rodados de carros, outros os despojando das suas roupagens, arrancou a pele até as entranhas, assou alguns sobre brasas, atravessados por espetos e a tantos hes perfuravam as nádegas com estacas que saíam pela boca. Conta-se que no meio dos moribundos suspensos de estacas ele se fazia servir das mais lautas refeições para mostrar que o espetáculo cruel não lhe roubava o apetite.

Drácula era descendente dos Dácios – povo antigo que se transformava, segundo relatos, em lobo ou morcego, e se sacrificavam por meio de lanças a deuses pagãos, ressuscitando após 7 dias, tornando-se imortais – e na sede pela imortalidade, fez pacto com o diabo, razão principal de todos os homicídios cometidos por ele. Tinha como costume beber o sangue de suas vítimas, pois acreditava que isso evitava o envelhecimento e, em dado momento, o daria a imortalidade, já que diversos mitos citam o sangue como fonte de vida eterna e força sobrenatural.

O príncipe Drácula – vlad Drakul – foi morto pelos turcos numa emboscada perto de Bucareste. Tinha 45 anos, e foi enterrado sub-repticiamente no mosteiro de Snagov sob uma laje sem inscrição. Há relatos que, após sua morte, uma tempestade violenta arrasou a ilha, deitando árvores abaixo, incendiando o mosteiro que desabou em seguida. Aos camponeses pareceu-lhes ouvir durante muito tempo tocar os sinos da igreja, igualmente arrasada nesta onda de destruição. Em 1931, quando foi aberta a sepultura, constatou-se que os seus despojos tinham desaparecido. Que é que se passou? Até hoje não se sabe!


Lady Bathory (1561 – 1611)

Erzsébet Bathory, a condessa e prima do príncipe Drácula, torturou e assassinou várias jovens, ficando conhecida como um dos "verdadeiros" vampiros da história. Ela cresceu numa propriedade da família Bathory, em Csejthe, a nordeste da Hungria. Quando criança, era sujeita a doenças repentinas acompanhadas de intenso rancor e comportamento incontrolável, descritas quase como possessões.

Conta-se que viveu numa quase total reclusão até os 20 anos. Teve um breve romance com o intendente Thorbes, que a iniciou em feitiçaria e que, tendo-a casado com Satanás, teria lhe transmitido os ritos secretos da seita de Ave Negra – sociedade secreta à qual ele pertencia. A Ordem da Ave Negra mantinha estreitas e subterrâneas relações com a Ordem do Dragão de Segismundo da Hungria.

Em 1575 casou-se com o Conde Ferenc Nadasdy, chamado de "o herói negro". Como era soldado, o Conde Nadasdy passava a maior parte do tempo em campanhas, deixando a Condessa assumir o comando do Castelo Savar, propriedade da Familia Nadasdy, dando início à sua carreira maligna. Disciplinava duramente os empregados, principalmente as mulheres jovens. Ela não só punia aqueles que infringiam seus regulamentos, como também encontrava desculpas para severos castigos, deleitando-se com a tortura e morte de suas vítimas.

Diz-se que certo dia a Condessa, envelhecendo, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando a menina acidentalmente puxou seus cabelos. Erzsébet virou-se para ela e a espancou. O sangue espirrou e algumas gotas ficaram na mão de Erzsébet, ao esfregá-lo nas mãos, estas pareciam tomar as formas jovias da moça. Foi a partir deste incidente que Erzsébet desenvolveu sua reputação de desejar o sangue de jovens virgens. O Conde Nadasdy não só tomava parte nos atos cruéis de sua esposa como ensinava a ela novas formas de tortura. Ele veio a falecer em 1604. Após sua morte, Erzsébet mudou-se para Viena e logo depois, passou um tempo no Solar de Cachtice, o local que foi o cenário de seus atos mais depravados e famosos.

Em 1610, começaram as investigações sobre os crimes da condessa. Na verdade, era mais por motivos políticos (o Conde Nadasdy havia emprestado dinheiro ao Rei e este queria livrar-se da dívida, confiscando o latifúndio da Condessa). Porém as suspeitas dos assassinatos dela eram mais uma desculpa para concretizar os planos da coroa. Mas em 26 de dezembro de 1610, a Condessa Erzsébet Bathory foi presa e julgada alguns dias depois. Em 7 de janeiro de 1611, foi apresentada como prova, uma agenda contendo os nomes de todas as vítimas da Condessa, registrados com a sua própria letra. No total foram 650 vítimas.

Erzsébet confessou friamente sua culpa e foi condenada inicialmente à decapitação, mas a sentença foi comutada, tendo em vista a sua origem nobre e posição social, para prisão perpétua "a pão e água". Veio a morrer em 1614, passados anos, encerrada entre as paredes de uma das salas do seu castelo.


Perdeu a Parte 1 do especial? Então clique AQUI!

Aguarde a terceira parte do especial!

Fontes: Wikipedia, Cripta dos Vampiros, Morte Súbita, Enciclopédia dos Vampiros.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Jennifer's Body" (2009), de Karyn Kusama

Por Lucas Soares


Com um roteiro super amarrado, Jennifer's Body (no Brasil, Garota Infernal) tem uma pegada certeira. O filme, dirigido por Karyn Kusama, possui um elenco composto por rostos já famosos e outros estreantes. Megan Fox, que vive Jennifer, é a estrela principal da série Transformers, de Michael Bay. O filme conta, também, com a participação de Johnny Simmons, J.K. Simmons (que havia trabalhado com Diablo em Juno), Amanda Seyfried e Adam Brody (o Seth, de The OC).

A história do filme é simples: duas garotas que vivem em Devil's Kettle, uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos, vão assistir ao show de uma banda que está começando a carreira e escolheu a pequena cidade para tocar. A banda, chamada Low Shoulders, é comandada pelo vocalista Nikolai, interpretado por Brody. Depois deste show, Jennifer participa de um ritual demoníaco com a banda, que usou histórias do ocultismo para alcançar a fama.

O roteiro é permeado por referências contemporâneas, como "Você quer ou não chegar ao sucesso de Maroon 5" e "Oh, como você é emo". São falas carregadas de um humor negro e, claro, totalmente verossímil com a realidade. O ponto mais alto do roteiro é este, inclusive: são histórias que, apesar do toque fantástico (no sentido de ser algo que foge à realidade), são passíveis a acontecer da mesma forma que acontecem no filme. Os diálogos são extremamente reais.

Uma nota 4 ao filme, numa escala de 1 a 5. Filme comercial, que não oferece tanto a se pensar (apesar de algumas ironias que são possíveis de serem enxergadas), mas, assistam!

Jennifer's Body, 2009 - Estreia 23/10/2009
Comédia, Horror, Triller Duração, 90 Min

Diretora: Karyn Kusama
Roteiro: Diablo Cody
Elenco: Megan Fox, Johnny Simmons, J.K Simmons, Amanda Seyfried e Adam Brody.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Especial: Vampiros - Parte 1

Por Danilo Novais

Impetuosos ou sensíveis, impiedosos assassinos ou defensores românticos, nada disso importa, seu caráter é apenas um detalhe, pois todos desfrutam da mesma e única fonte de energia: sangue, preferencialmente humano. Considerados os seres fantásticos mais sedutores e persuasivos da história, os vampiros voltaram a influenciar diversas obras televisivas, cinematográficas, literárias, entre outras da cultura pop.

O Cult Pop Show montou um especial completo sobre os sugadores de sangue, dividindo-o em cinco partes: “A Origem do Mal”, “Lendas: Percorrendo o Vampirismo”, “Identificando Vampiros”, “A Influência na Cultura Pop” e “Top 10: Vampiros Mais Famosos”. Confira!


Cena famosa do filme "Nosferatu" (1922), de F. W. Murnau



A Origem do Mal

Segundo a mitologia mundial, vampiros são seres imortais que se alimentam de sangue, preferencialmente humano, para subsistirem. Quase todas as culturas do mundo apresentam contos sobre vampirismo, por isso há controversas quanto à origem deles, uma vez que cada civilização mantinha uma versão própria do mito.

Alguns relatos descrevem o vampiro como um espírito maléfico de um suicida, alguém que foi condenado pela Igreja ou que tenha levado uma vida má e infeliz. Para outros, é um cadáver reanimado por Satã ou uma pessoa possuída por um demônio. Entretanto, a mais curiosa de todas as histórias afirma que os vampiros são tão antigos quanto a Criação. Segundo a Bíblia, Caim foi condenado por Deus, por ter assassinado seu irmão, a vagar eternamente, sem descanso, carregando consigo um estigma, uma marca. A tal marca de Caim seria o vampirismo, por isso acredita-se que ele foi o primeiro e mais poderoso vampiro, transmitindo a seus descendentes sua maldição através do contato sanguíneo. O sangue tem um forte valor simbólico em diversas culturas: significa vida, paixão, poder, força, e também carrega consigo uma série de tabus e interditos, por esse motivo, talvez, é que foi atribuído como alimento para as criaturas da noite.

"The Vampire" (1897), de Philip Burne-Jones


As principais lendas sobre vampiros datam desde o surgimento dos Sumérios na Baixa Mesopotâmia, berço das primeiras civilizações. Elas atravessaram o Mediterrâneo e se espalharam por toda a Europa, principalmente pelas terras eslavas e as montanhas Carpathos, oriente do continente. Quase na mesma época em que essas histórias começaram a se difundir, iniciou-se o processo de cristianização da região, e as lendas de vampiros sobreviveram como mitos muitas vezes associados ao cristianismo, daí a ligação com a Bíblia.

Com o tempo, os ciganos migraram para o oeste europeu pelo norte da Índia, onde o vampiro era um fantasma de uma pessoa morta, que na maioria dos casos fora uma bruxa ou um mago. Suas versões se confundiram com a tradição eslava, criando outras diversas narrativas sobre a origem do ser mitológico. Não se sabe ao certo onde surgiram os primeiros vestígios dos vampiros no folclore, mas é possível afirmar que registros escritos existem desde a Grécia antiga. Atualmente, a Romênia é considerada a mais famosa região de vampirismo, isso porque abrigou um dos mais cruéis e renomados vampiros do mundo: Vlad Tsepesh, o Conde Drácula.


Siga para a Parte 2 do especial!

Fontes: Wikipedia, Cripta dos Vampiros, Morte Súbita, Enciclopédia dos Vampiros.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Guia Semanal: Cultura & Lazer

Mais um guia semanal para curar seu ócio criativo e te poupar tempo, porque o weekend é para descansar. Então, se joga no que o Cult Pop Show separou para você!

NIGHT – SÃO PAULO

“Gambiarra” invade a The Week, Parte 2
A bombada festa, criada por um grupo de atores de teatro e destinada ao público artístico, tomou proporções maiores e conquistou seu espaço na noite paulistana, reunindo diversos artistas no comando das picapes e um público variado, louco para se divertir ao som de música pop brasileira e internacional. Nesta sexta (14), o projeto invade o clube The Week pela segunda vez com os residentes Miro Rizzo, Talita Castro, Fabio Ock, Trovão, Taiguara e os convidados Adriane Galisteu, Cynthia Benini e Andrey Cepeda.

Dia 14, a partir das 23h
Rua Guaicurus, 324 - Lapa - SP
Fone: (11) 3868.9944
http://www.theweek.com.br/

http://www.gambiarraafesta.com.br/
Gambi-office: (11) 3258.0106

Entrada: R$ 30 (s/ consumação) ou R$ 20 desconto (s/ consumação)
Para conseguir o desconto, enviar e-mail para: theweek@gambiarraafesta.com.br


“Perversa” comemoração de 01 ano
Uma das noites mais subversivas da cidade comemorará um ano de existência no Clube Gloria. A festa, organizada pelo PR Rodrigo Fernandes e produtora Carol Piza, traz um line-up especial, Camilo Rocha, Leiloca Pantoja, Márcio Vermelho, Ricardo Gonzalez, Vitor A. e Magal, além da série de vídeos Olhar, de Gunther Ishiyama, que será exibida no telão durante a noite.

Dia 14, a partir das 23h30
Rua 13 de Maio, 830 - Bela Vista – SP
Fone: (11) 3287.3700
http://www.clubegloria.com.br/
Entrada: R$ 35 e R$ 25 (com nome na lista)


CINEMA – BRASIL

“Bruno”, estreia nesta sexta (14)
Comédia - 18 ANOS

No falso documentário, o modelo e apresentador austríaco Brüno (Sasha Baron Cohen), arruinado em seu país, busca fama nos EUA. O filme é uma sátira ao mundo das celebridades e à busca pela fama.

Veja o trailer aqui!

EUA, 2009. Direção: Dan Mazer. Elenco: Sacha Baron Cohen, Alice Evans, Candice Cunningham. Duração: 83 min.


EXPOSIÇÃO - SÃO PAULO

"A Message for You" - Guy Bourdin
O MuBE apresenta, entre os dias 14 e 31 de agosto, a exposição A Message for You, de Guy Bourdin (*1928 +1991). Organizada pelo Iguatemi Photo Series, a mostra é uma retrospectiva do trabalho polêmico de Bourdin, fotógrafo francês responsável pelos editoriais da Vogue francesa na década de 50 e por varias campanhas publicitárias de grifes famosas, como Chanel, Versace e Loewe. A exposição é composta por fotografias, polaróides, curtas-metragens e editoriais em movimento. A curadoria é de Chico Lowndes.

De 14 a 31 de agosto, das 10h às 19h, seg. a dom.
MuBE
Av. Europa, 218 - Jardim Europa - SP
Fone: (11) 3081.8611

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domingo, 9 de agosto de 2009

"Thank you for Smoking" (2005), de Reitman, Jason

Por Danilo Novais


Nick Naylor (Aaron Eckhart) é um charmoso lobista, cujo talento natural é a eloqüência, que defende a indústria tabagista em prol do direito de fumar livremente, mesmo que o cigarro seja nocivo. Ele usa todos os artifícios para persuadir a massa de sua verdade e influenciar mais e mais pessoas a comprarem cigarros. Na contramão, há o senador Ortolan Finistirre (William H. Macy), que luta para extinguir de vez o tabagismo do mundo. A partir daí, o poder de manipular a verdade de Nick e a responsabilidade de ser um bom exemplo para seu filho são postos à prova.

Thank you for Smoking (Obrigado por Fumar, no Brasil) aborda um tema antigo – a questão do fumo – com outro muito relevante e atemporal, a manipulação da verdade, o que o torna um filme de precisão política. Apesar de a película ter o tabagismo como essência da trama, o assunto predominante é sobre como o mundo vive de informações forjadas e é submetido a doses diárias de mensagens subliminares. O filme não tem como objetivo expressar a ética, expondo o que é certo ou errado, pois mostra que os dois lados da moeda podem ser sujos e omitem algo para convencer o receptor.

Jason Reitman é um diretor visionário e acredita na liberdade de expressão e no direito de escolha de cada cidadão. Por isso, ele não toma partido a favor ou contra o tabagismo, mas lança as ideias para o espectador formar sua própria opinião. Reitman ainda optou por representar ambos os lados de forma controversa e interessante: Nick é bom, entusiasta e sensato, mas defende o ponto-de-vista polêmico, tachado pela sociedade como ruim. Já Finistirre é confuso, inflexível e personifica o vilão, mas acredita em algo que é razoável e procura preservar a saúde humana. A complexidade do caso é resolvida focando os métodos infames e duvidosos usados por Finistirre para realizar sua campanha contra o cigarro. Uma vez que o filme retrata a liberdade e escolhas pessoais, o senador impõe seus argumentos e quer tomar as decisões pelos outros, e é essa atitude que Reitman condena, não a limitação do cigarro.

Thank you for Smoking é uma sátira das possibilidades de manipulação, que incita o espectador a questionar suas próprias opiniões e tudo o que lhe é apresentado diariamente. Uma comédia deliciosa e subversivamente engraçada. Além disso, o elenco é composto por grandes atores, que inclui Rob Lowe, Maria Bello, Katie Holmes, Adam Brody e Robert Duvall.

Veja o trailer aqui!


Thank you for Smoking, 2005
EUA - Fox Searchlight Pictures e Room 9 Entertainment
Comédia - 92 min.

Diretor: Jason Reitman
Elenco: Aaron Eckhart, Maria Bello, Adam Brody, Sam Elliot, Kate Holmes, Rob Lowe, William H. Macy e Robert Duvall.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Untitled: Fernando Meirelles - por Lucas Soares

Para a segunda coluna Untitled, escolhi um dos brasileiros que, atualmente, me faz ter orgulho de seu trabalho aqui no Brasil e fora. Fernando Meirelles é um grande diretor e faz questão de deixar isso sobressair na essência de seus filmes. Confira!


Brasileiro, arquiteto que passou a dirigir programas independentes para tv nos anos 80. Um louco, diria deslocado, não fosse o talento evidente em suas obras. Foi o grande maluco por trás de Menino Maluquinho 2. A visão inteligente e diferente de Domésticas. O visionário de Cidade de Deus. O consagrado de O Jardineiro Fiel. O audacioso de Ensaio Sobre a Cegueira. Fernando Meirelles, 54, é um dos cineastas brasileiros com maior renome internacional. Não diria de maior importância e nem agregaria outros valores a este valor principal, principalmente pelo fato de que o fazer do cinema é diferente em cada época e cada época tem seu nome.

Meirelles graduou-se em Arquitetura em São Paulo e, logo no início de sua carreira profissional, em meados dos anos 80, passou a se interessar pela produção de programas independentes para tv. Em palestra realizada em Brasília no primeiro semestre deste ano, Fernando contou suas experiências e sobre como sua liberdade de criação era ilimitada. Fundou logo em seguida, com amigos, a Olhar Eletrônica, uma produtora independente. Foi um dos nomes por trás da produção do tão conhecido Castelo Rá-tim-bum. Anos mais tarde, fecharam a produtora e abriram a atual 02 Filmes, mas inicialmente como uma empresa de publicidade e propaganda.

Não deu outra. A 02 Filmes não demorou mais do que uma década para se tornar referência na produção publicitária do país. Depois de muita história, finalmente conseguiu rodar Cidade de Deus, filme que lhe rendeu uma indicação ao prêmio maior do Cinema norte-americano. Em 2004 concorreu ao Oscar de Melhor Diretor ao lado de nomes como Sofia Coppola, Peter Weir, Clint Eastwood e, o vencedor da ocasião, Peter Jackson.

Com O Jardineiro Fiel teve sua primeira experiência com a direção de um elenco totalmente estrangeiro, rodado em um país totalmente estranho a ele, aos atores e à história do filme. Dose repetida em O Ensaio Sobre a Cegueira. Ambos regidos com grande maestria pelo brasileiro.

Fernando atualmente está nas telas da TV Globo com o micro-série Som e Fúria. Só por ter a produção, direção e parte do roteiro assinados por Meirelles, vale a pena assistir. Na mesma palestra citada anteriormente, ele foi só elogios a todo o elenco. Ontem, 8 de julho, foi a estreia. Ainda restam alguns episódios (segundo o site), não percam.

Perguntaram-me dia desses por que é que Fernando Meirelles tem todo esse (re)nome com pouquíssimos filmes no seu currículo. Sendo totalmente parcial, só respondi: simplesmente porque ele é bom e sabe o que faz. É a velha história de que o que importa é a qualidade e não a quantidade. E é isso. Até a próxima Untitled!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Untitled: Personagens Secundários - por Lucas Soares

Para a estreia da coluna Untitled, o Cult Pop Show faz um pequeno mergulho neste universo dos filmes onde nem sempre o primeiro olhar é o mais importante: alguns diretores, roteiristas e atores conseguem dinamizar tanto a trama a ponto de um filme inteiro ser roubado por causa de um só personagem.


PERSONAGENS SECUNDÁRIOS: A SEGUNDA VISÃO QUE DÁ CERTO
É comum quando um personagem principal de um filme se destaca pelo grande universo que é construído ao redor dele. O que não é comum, mas por vezes recorrente, é um personagem secundário ou de apoio se destacar e fazer que esse destaque valha o filme inteiro.

Alguns diretores costumam acertar neste quesito: o de impressionar pelas entrelinhas. O cineasta espanhol Pedro Almodóvar é mestre nisso: criar submundos dentro dos vários mundos comuns que cria em seus filmes. O detalhe é o que mais importa e a minúcia das cenas com os diálogos e personagens agrega valores ao todo.


Penélope Cruz, atriz espanhola (queridinha de Almodóvar), no recente Vicky Cristina Barcelona (dirigido e escrito pelo cineasta inglês Woody Allen), abocanhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante deste ano pela vida que deu à Maria Elena. A história do filme, em resumo, fala da viagem que duas americanas fazem à Barcelona, vividas por Scarlett Johansson (Cristina) e Rebecca Hall (Vicky). Nesta viagem conhecem Juan Antonio, vivido por Javier Bardem. Em meio à loucura da paixão, as amigas se apaixonam pelo personagem de Javier e na loucura deste amor, conhecem a ex-esposa dele. E é aí que Penélope mostra a que veio ao mundo.

Maria Elena é uma mulher energética, vibrante e Penélope rouba a cena quando mostra a passionalidade desta mulher. Consegue prender os suspiros do público até o momento que acaba sua histérica primeira cena. E ficou marcado.


Não diferente, Rachel Weisz, em Um Beijo Roubado, primeiro longa da cantora Norah Jones, vive a também passional Sue Lynne Copeland. O personagem é construído de uma forma rápida e de explosão idem. Pontos para o cineasta e roteirista Kar Wai Wong e Lawrence Block. No mesmo filme, uma Natalie Portman com os cabelos curtíssimos e loiros, rouba vários dos minutos do longa com a trambiqueira Leslie.


No também indicado ao Oscar, Dúvida, com os grandes Philip Seymour Hoffman e Meryl Streep, um papel secundário mostra a força e o talento da atriz Viola Davis. Vivendo a mãe do menino que está supostamente sendo molestado pelo padre da escola, Davis é Mrs. Miller e atua de forma simples, sincera e impactante. Convence.


Por último, mas não menos importante, Jennifer Connelly, como Janine Gunders, em Ele Não Está Tão Afim de Você, vive uma mulher bem-sucedida no campo financeiro. A cena que a faz entrar nesta pequena lista é já quase no final da película, quando, irada e histérica, quebra um item caríssimo de seu apartamento. A fúria e veracidade dessa fúria juntamente com o sincero arrependimento de logo depois, valem o filme.


Você concorda? Qual ou quais personagens você acha que deveria ter na lista? Faça sua própria lista nos comentários! Até a próxima!

Stuff: MTV Movie Awards 2009 - Vencedores

Para um prêmio que é assumidamente pipoca e se dispõe a premiar somente os filmes de massa que não ganham visibilidade perante o Oscar, o MTV Movie Awards cumpre bem seu propósito, apresentando uma festa no melhor estilo Borat, envergonhando celebridades com suas piadinhas dirty e com categorias excêntricas, como Melhor Beijo, Melhor Vilão, Cena WTF, entre outros. Entre os momentos que ficarão no remember, destaque para a atriz Kristen Stewart, que ganhou o prêmio de Melhor Atriz e, no palco, deixou o troféu cair no chão. O grande vencedor da noite foi Crepúsculo, deixando grandes filmes, como Slumdog Millionaire e Batman: The Dark Knight, para trás. Veja abaixo quem ganhou o quê no MMA 2009, exibido ontem (31/05), ao vivo, na MTV Brasil e apresentado por Bruno Ondei (@ondei) e Sophia Reis.

MELHOR FILME
Batman: The Dark Knight
High School Musical 3
Homem de Ferro
Slumdog Millionaire
Crepúsculo

MELHOR ATRIZ
Angelina Jolie (O Procurado)
Anne Hathaway (Noivas em Guerra)
Kate Winslet (O Leitor)
Kristen Stewart (Crepúsculo)
Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button)

MELHOR ATOR
Christian Bale (Batman: The Dark Knight)
Robert Downey Jr. (Homem de Ferro)
Shia LaBeouf (Eagle Eye)
Vin Diesel (Velozes e Furiosos 4)
Zac Efron (High School Musical 3)

REVELAÇÃO FEMININA
Amanda Seyfried (Mamma Mia!)
Ashley Tisdale (High School Musical 3)
Freida Pinto (Slumdog Millionaire)
Miley Cyrus (Hannah Montana: O Filme)
Vanessa Hudgens (High School Musical 3)
Kat Dennings (Nick e Norah - Uma Noite de Amor de Música)

REVELAÇÃO MASCULINA
Robert Pattinson (Crepúsculo)
Taylor Lautner (Crepúsculo)
Ben Barnes (As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian)
Dev Patel (Slumdog Millionaire)
Bobb’e J. Thompson (Role Models)

MELHOR ATUAÇÃO EM COMÉDIA
Amy Poehler (Uma Mãe para Meu Bebê)
Anna Faris (A Casa das Coelhinhas)
James Franco (Segurando as Pontas)
Jim Carrey (Sim, Senhor)
Steve Carell (Agente 86)


MELHOR VILÃO
Derek Mears (Sexta-Feira 13)
Dwayne Johnson (Agente 86)
Heath Ledger (Batman: The Dark Knight)
Johnathon Schaech (Prom Night)
Luke Goss (Hellboy II: O Exército Dourado)

MELHOR LUTA
Anne Hathaway vs. Kate Hudson (Noivas em Guerra)
Christian Bale vs. Heath Ledger (Batman: The Dark Knight)
Ron Perlman vs. Luke Goss (Hellboy II: O Exército Dourado)
Robert Pattinson vs. Cam Gigandet (Crepúsculo)
Seth Rogen and James Franco vs. Danny McBride (Segurando as Pontas)

MELHOR BEIJO
Angelina Jolie and James McAvoy (O Procurado)
Freida Pinto and Dev Patel (Slumdog Millionaire)
James Franco and Sean Penn (Milk)
Kristen Stewart and Robert Pattinson (Crepúsculo)
Paul Rudd and Thomas Lennon (Te amo, cara)
Vanessa Hudgens and Zac Efron (High School Musical 3)

MELHOR MOMENTO WTF?
Amy Poehler mijando na pia (Uma Mãe para meu Bebê)
Angelina Jolie e a habilidade de girar balas (O Procurado)
Ayush Mahesh Khedekar pulando no monte de bosta (Quem quer ser um Milionário?)
Ben Stiller experimentando cabeça decaptada (Trovão Tropical)
Jason Segel e Kristen Bell terminando o namoro (Ressaca de Amor)

MELHOR MÚSICA DE FILME
“Jai Ho” (Slumdog Millionaire)
“The Wrestler” (O Lutador)
“The Climb” (Hannah Montana: O Filme)
“Decode” (Crepúsculo)

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Oscar: menos do mesmo!

Após anos de chatice e marasmo, eis que a 81ª edição do Oscar resolve inovar. Em época de recessão econômica, a esperança, antes perdida, precisava ser reencontrada, transparecendo isso na incrível abertura musical da cerimônia, protagonizada pelo eficiente ator Hugh Jackman, o anfitrião.

O Oscar deste ano foi mais informal, menos pomposo, remetendo ao Globo de Ouro ou Emmy, deixando o clima menos denso e mais descontraído. Assim, a premiação reconquistou 6% de sua audiência perdida anteriormente. Sem falar na notabilidade que o evento tem dado a filmes independentes e de baixo orçamento, algo antes inadmissível pela Academia, realidade atual.

Notam-se as inovações já pelas 10 indicações ao filme Slumdog Millionaire, que levou alguns dos principais prêmios, como Diretor e Melhor Filme, e foi o destaque-surpresa da noite, não à toa, pois o longa é realmente excelente. A idéia de levar cinco atores/atrizes principais e coadjuvantes ao palco para premiar os mesmos atuais foi brilhante, dando uma interatividade maior entre os indicados e os apresentadores, uma vez que o palco estava mais próximo e renovado.

Para dar o ar final de descontração, a Academia trouxe um script repleto de piadinhas e sacadas inteligentes com os filmes e a situação mundial, protagonizadas por Tina Fey, Hugh Jackman, Will Smith, entre outros.

Sobre os vencedores, estão no meio a mais-do-que-merecida vitória de Kate Winslet, como Melhor Atriz por The Reader; do ator Sean Penn, como Melhor Ator por Milk; de Penelope Cruz, como Melhor Atriz Coadjuvante por Vicky Cristina Barcelona; e de Heath Ledger, grande homenageado da noite, como Melhor Ator Coadjuvante por Batman, The Dark Knight.

Confira a lista com os vencedores aqui!

E você, concorda com os vencedores? Gostou da Cerimônia? Deixe seu comentário!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

THEY HAD SEX! 'Noah and the Whale & The Squid and the Whale'

A música que você tanto venera, o filme que você tanto adora, a série que você acompanha ou livro que você não cansa de ler saíram de algum lugar, seus autores buscaram inspiração em outra obra para criarem o seu objeto de desejo. Como já dizia o ‘poeta’ Chacrinha “nada se cria, tudo se copia”, e é quase isso, porque tudo neste mundo se originou a partir do cruzamento de outras coisas. A coluna They Had Sex trará o assunto e buscará sua fonte, origem e referências, contando um pouco de cada um.

Agora se sinta em casa, ponha os pés no sofá e enjoy!


O Resultado: Noah and the Whale


Formada em 2006, Noah and the Whale consiste em Charlie Fink (vocais, violão), seu irmão Doug Fink (bateria), Tom Hobden (violino) e Matt “Urby Whale” Owens (baixo e acordeão), juntos lançaram diversos EPs até chegarem ao bem-sucedido álbum de estréia “Peaceful, The World Lays Me Down”. Laura Marling e Emmy, the Great também fizeram parte da banda, antes de seguirem suas carreiras solo, mas ainda participam eventualmente de uma ou outra canção.

O grupo é comparado frequentemente com bandas como Belle & Sebastian e Neutral Milk Hotel, influencias certas em seu indie folk. A sonoridade é excelente, cheia de instrumentos excêntricos e letras absurdamente criativas e sensíveis, geralmente tratando de temas alegres, que é o espírito da banda.

Os clipes parecem curtas-metragem e são lotados de referências, já que os integrantes do NATW são amantes de cinema independente. Seus shows, inclusive, são precedidos por curtas de diretores desconhecidos, com o intuito de promover a cultura.


O Cruzamento

O nome do quarteto inglês é resultado da soma do nome de um dos seus filmes favoritos, The Squid and the Whale (2005), mais o nome do diretor do mesmo, Noah Baumbach. O grupo também admira as obras do diretor Wes Anderson – este também ajudou na produção de The Squid and the Whale – tanto que seus e-mails e a maioria dos posts no MySpace são assinados sob o pseudônimo “Sic Transit Gloria”, frase muito usada em Rushmore (1998), filme de Anderson.


O Referenciado: The Squid and the Whale

Dirigido por Noah Baumbach e produzido por Wes Anderson, The Squid and the Whale traz uma historia semi-autobiográfica de dois garotos que vivem no Brooklyn e como eles lidam com o divórcio de seus pais. Estrelado por Jeff Daniels, Laura Linney, Jesse Eisenberg e Owen Kline, o filme alcançou o sucesso de crítica, ganhando os prêmios de Melhor Direção em Drama e Melhor Roteiro no Sundance Film Festival, e sendo indicado seis vezes no Independent Spirit Award e três no Globo de Ouro.

A premissa: Bernard (Jeff Daniels), um esnobe intelectual, já foi um grande romancista, mas acabou se acomodando com uma carreira universitária. Quando sua esposa Joan (Laura Linney) descobre que tem talento para escrever, a inveja divide a família e os filhos Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kline) escolhem lados - Walt com seu pai e Frank com sua mãe. Então Joan começa a sair com o professor de tênis (William Baldwin) do seu filho mais novo e Bernard inicia um romance com Lili (Anna Paquin), uma estudante de quem Walt também gosta.

O longa emociona com seu roteiro e pela forma natural e original que é narrada a história. O comportamento humano perante o despeito e a falta de inteligência emocional é o carro-chefe da narrativa e as atuações de Jeff e Laura demonstram isso com exatidão. Sem falar na incrível adaptação ambiental, figurinos, trilha sonora, enfim, qualidade técnica de alto padrão para um filme independente.

The Squid and the Whale é daqueles filmes psicológicos, que se focam em diálogos impregnados de autenticidade, mostrando os problemas sociais abordados de maneira bem realista, criando, assim, uma intimidade com o público.

The Squid and the Whale - Trailer:




Noah and the Whale - 5 Years Time




Acesse a comunidade de Noah and the Whale no Orkut, clique aqui!


Fonte de pesquisa: Wikipedia.org

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Vincent (1982), Tim Burton


Vincent, um dos melhores stop-motion já criados, conta a história de um garoto chamado Vincent Malloy, que sonhava em ser o ator Vincent Price. Criado em 1982, por Tim Burton, Vincent é adaptação do poema homônimo de sua autoria, narrado pelo próprio Price, ídolo de Burton desde a infância. Vincent Price é cultuado por sua atuação em clássicos filmes de terror, como “Museu de Cera” (1953), “O Abominável Dr. Phibes” (1971) e “Mansão da Meia-noite” (1983). O filmete, apesar da época, é de ótima qualidade, revelando a estética sombria e abstrata que Burton tanto adora usar; ainda traz uma narrativa cativante, cheia de humor-negro e referências. Um trivia: este é o primeiro stop-motion de Tim Burton, ou seja, uma raridade e objeto de desejo para qualquer fã!

Para os amantes do cineasta ou apreciadores do gênero humor-negro/terror, vale à pena conferir!



;D

terça-feira, 5 de agosto de 2008

The Dreamers (2003), de Bertolucci, Bernardo

The Dreamers (Os Sonhadores, no Brasil), filme baseado no romance de Gilbert Adair "The Holy Innocents" (1988), beira o lúdico, mergulha no romantismo e afoga-se na nostalgia. O comentado diretor Bertolucci nos introduz uma obra de arte com voz política, mas acima de tudo, saudosista, fazendo referência a grandes clássicos cinematográficos, artistas épicos e escritores renomados.


A premissa: em maio de 1968, o jovem estadunidense Matthew (
Michael Pitt), estudante de intercâmbio, vai para Paris estudar francês. Ele rapidamente faz amizade com uma jovem francesa, chamada Isabelle (Eva Green), e seu irmão gêmeo Theo (Louis Garrel). Os três têm, em comum, uma enorme paixão pelo cinema. A amizade entre eles começa a florescer. Matthew descobre uma intimidade anormal, da qual os irmãos franceses compartilham, em meio a jogos psicológicos sob a temática do cinema clássico. Matthew fica inicialmente confuso e impactado, mas aos poucos sente atração por este mundo utópico. Por todo o tempo eles vivenciam uma paixão mútua e isolam-se totalmente do mundo, distanciando-se completamente do contexto conturbado em que vivia a França no ano de 1968. Entretanto, o profundo relacionamento entre eles é abruptamente interrompido, quando percebem o enorme estardalhaço vindo das ruas de Paris. Havia estourado uma grande rebelião de estudantes e, como que se acordassem de um sonho, eles decidem unir-se ao movimento.

Bertolucci, dono de clássicos como “O Último Tango em Paris” e “O Último Imperador”, sempre causou polêmica com seus filmes, retratando temas banidos pela sociedade e com teor político. Em The Dreamers, a controvérsia é maior, pois ele tem como base o incesto, o sexo, as drogas e o protesto de 1968, mas Bertolucci transcreve tudo isso para as telas de forma poética, lírica, mais utópica do que nunca.


As atuações são impressionantes. A jovem atriz, Eva Green, que já chegou a ser comparada com Jeanne Morreau, faz um trabalho excelente no filme, exuberante e sensual como Isabelle, sem ser vulgar, isso porque foi seu papel de lançamento no cinema. Louis Garrel interpreta o jovem Theo de forma quimérica e inteligente. Apesar de o papel principal ser de Michael Pitt, igualmente fantástico como Matthew no filme, está claro que Louis e Eva sobrepõem o protagonista de forma categórica e resplandecente.

A trilha sonora não poderia ser deixada de lado, quando se é constituída por ícones da década de 60, como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Bob Dylan, The Doors, entre outros. Cada música entra e sai sorrateiramente, quase que esmaecendo, tornando-as sucintas, mas perceptíveis. Além disso, The Dreamers resgata diversos filmes cults, intercalando referências com cenas originais dos mesmos. Destaque para a cena na qual o trio engana os guardas do Louvre e atravessa o museu correndo, quebrando o tempo recorde das personagens de “Bande à Part”. “Blonde Venus”, “Freaks”, “Sunset Boulevard”, “Queen Christina”, entre outros, são alguns dos filmes citados.

The Dreamers é um verdadeiro sonho, apesar de toda polêmica causada e de duros ataques sofridos pela crítica francesa e italiana. É, sem dúvida, um filme extraordinário e original, que se firmou no universo Cult como uma obra de arte, uma verdadeira homenagem ao universo cinematográfico. Vale à pena!


Trailer



Ficha Técnica

Os Sonhadores
The Dreamers - 2003
Itália/França/Reino Unido/EUA
Drama - 115 min.

Diretor: Bernardo Bertolucci
Roteirista: Gilbert Adair
Elenco: Michael Pitt, Louis Garrel, Eva Green, Anna Chancellor e Robin Renucci







COMENTEM E DISCORDEM!


Menos perdido? Eu sim!

Abraço!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Crítica: Mistérios da Carne (2004) - Dir.: Gregg Araki

Fuga para outro mundo...

Uma chuva de confeitos coloridos, fora de foco, cai no verão de 1981. Um garoto parece feliz, banhando-se da chuva, que logo percebemos serem cereais matinais. A cena é cortada, e Brian Lackey (Brady Corbet) começa a narrar sua história fantasiosa, surreal, de como foi seqüestrado por alienígenas naquele verão. O fato é: ele não se lembra de nada, cinco horas de sua vida foram apagadas, esquecidas pelo tempo; cinco horas que, ao longo do filme, descobrimos que ele não foi seqüestrado por nenhum extraterrestre, o que tinha ocorrido naquele ano era humanamente possível e muito real.


Logo passamos para o inverno de 1987, e conhecemos Neil McCormick (Joseph Gordon-Lev
itt), um garoto de programa, assumidamente gay, que atende seus clientes, muitos deles homens de família, no playground da cidade. Tomamos o conhecimento que Neil, quando ainda criança, teve um caso com o treinador do time de beisebol.

Gregg Araki faz com que as duas histórias vão se desenvolvendo paralelamente, mas percebemos que elas muito têm em comum. O filme trata de um assunto não muito corriqueiro em Hollywood, mas já tendo sido tocado antes de forma não tão competente quanto em Mistérios da Carne, a pedofilia. Greg conduz a trama de forma sutil, leve e cheia de mistérios. Aos poucos vamos ligando os pontos, e vemos que a resposta que Brian tanto procura para o que ocorreu naquelas cinco horas de sua vida, é guardada por Neil.


Mistérios da Carne é um filme sensível, sobre a vida de dois garotos abusados sexualmente pelo treinador, mas tal relação é retratada com tamanha cumplicidade que tal ato, considerado por nós desprezível, beira a sensualidade e o prazer. Talvez se fosse liderado por outro diretor, esta sutileza seria perdida e o filme poderia ser mais um sensacionalista hollywoodiano. Greg pode até ser considerado um Pedro Almodóvar em versão americana, pela forma como trata seus filmes, sempre com maturidade.

Título original: Misterious Skin (EUA, 2004)
Diretor: Gregg Araki
Elenco: Kelly Joseph Gordon-Levitt, Brady Corbet, Elisabeth Shue, Michelle Trachtenberg, Bill Sage, Chris Mulkey
Gênero: Drama
Duração: 105 min. Cor
Distribuidora: Paris

O DVD do filme ainda é raro ser encontrado no Brasil, por isso, para quem quer da uma conferida, há links de download no site abaixo:

Cultimix Site


Trailer




Vale à pena!


E você, o que acha sobre a pedofilia?
Se você já assistiu ao filme, o que achou dele?

COMENTEM E DISCORDEM!


Menos perdido? Eu sim!

Abraço!