segunda-feira, 29 de setembro de 2008

True Blood (HBO), de Alan Ball


A temporada 2008/2009 das séries começou neste mês e, apesar de estar mais fraca que a anterior, ou seja, com menos novidades, as poucas que têm são muito boas, exemplo de True Blood, série exibida e produzida pela HBO, criada pelo cultuado Alan Ball (Six Feet Under).

True Blood é um daqueles programas que fazem sucesso antes mesmo de sua estréia, causam polêmicas e criam expectativas além do que se costuma criar. Assim como Lost, o show traz um peso enorme no nome de seu criador, já que Alan Ball possui uma fama que o procede, um passado glorioso e premiado pela fantástica Six Feet Under.

Baseada na série de livros Southern Vampire, de Charlaine Harris, True Blood traz uma história de vampiros, os quais tentam conviver em certo equilíbrio com humanos e reivindicam seus direitos, desde que japoneses inventaram um sangue sintético, chamado TruBlood, que supre as necessidades do sangue mortal. Nesse contexto, vive Sookie Stackhouse (Anna Paquin, X-Men), uma garçonete que, inexplicavelmente, possui o poder de ler mentes e mora numa cidadezinha qualquer do Louisiana. Sookie tem grande dificuldade em controlar sua habilidade/maldição, se esforça todo o tempo para não ler a mente das pessoas, o que a deixa exausta e atrapalha sua vida social. Quando conhece o misterioso vampiro Bill Comton (Stephen Moyer, The Starter Wife), percebe que não consegue ler sua mente, o que a atrai instantaneamente e os dois partem para um romance controverso.

Como já se sabe, Alan Ball adora polêmica e causa isso em suas obras, montando tramas um tanto atípicas e abordando temas que a sociedade torce o nariz ao discuti-los, talvez isso seja sua arma secreta. Preconceito,
racismo, aversão ao novo, corrupção e a capacidade que o ser humano tem de fazer coisas terríveis por puro egoísmo são algumas das propostas de suas séries. Alan conduz tudo de uma forma muito sensual, cativante, explícita, mas em sua forma natural, sem exageros, apenas mostrando como de fato é. Por isso, True Blood é mais do que um simples romance entre uma mortal-paranormal e um vampiro, o mesmo servirá apenas de fundo para tratar da difícil adaptação de vampiros entre humanos e todos os temas acima citados.

Nos episódios apresentados até agora, nota-se que o forte do drama são as personagens, todas muito marcantes, algumas estereotipadas, outras não, mas cada uma possui um segredo e sua importância na história. Outro ponto positivo é a forma enigmática como a série é conduzida, apresentando uma história vampiresca sombria e cheia de mistérios. Também há um equilíbrio entre o humor negro e o suspense, o que a torna mais interessante.

A abertura peculiar do show é embalada pela canção Bad Things, de Jace Everett, onde são mostradas diversas cenas de sexo, seitas e cultos religiosos, animais mortos e violência, um tanto subliminar. Outra curiosidade é a campanha massiva de marketing que a emissora promoveu em diversos sites e blogs da rede, criando um status pop para o drama antes mesmo de sua estréia, o que já garantiu uma segunda temporada para o mesmo. Cartazes com a propaganda da bebida sintética (TruBlood) consumida pelos vampiros do show, possuíam frases instigantes e nada convencionais, como “Friends don’t let friends drink friends” (algo como ‘amigos não deixam amigos sugarem amigos’), ou ainda “Real blood is for suckers” (algo como ‘sangue verdadeiro é para idiotas’).



True Blood
tem potencial e se continuar no ritmo que está indo, alcançará o sucesso definitivo. As fichas foram depositadas em Alan Ball e, apesar de passado não garantir qualidade futura, ele é realmente capaz de fazê-lo.

Abertura (Créditos)



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Visite o site oficial: www.hbo.com/trueblood

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Um comentário:

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

postei ontem sobre essa serie!
enfim o melhor do seu post!

e a BUNDONA DA ANNA PAQUIN aehh - GAROTA MELANCIAAA!!!!