sábado, 25 de abril de 2009

Top 10: Dramas Teen

Desde a criação da TV, na década de 30, os jovens não tinham uma atração dramática dedicada e constituída para e por eles. Para os produtores televisivos, o gênero sitcom (situation comedy) era mais do que suficiente para o público juvenil. Drama teen é um termo relativamente novo, surgiu de fato no inicio dos anos 90, com a série “Beverly Hills 90210”, produzida por Aaron Spelling, pioneiro no subgênero. O Cult Pop Show lista 10 dramas teen que viraram hits na TV. Posto em ordem de popularidade, outros critérios também foram usados para a colocação das séries, como audiência, composição-carisma do elenco, roteiro, influência na cultura pop mundial.


1. Beverly Hills 90210


Beverly Hills 90210, mais conhecido como Barrados no Baile, revolucionou o gênero drama, criando o subgênero teen. Exibido entre 1990 e 2000, somou 10 temporadas.
A série foi criada por Darren Star e produzida por um dos maiores produtores de TV de todos os tempos, Aaron Spelling. A premissa era simples e contava a historia de dois irmãos gêmeos, Brandon e Brenda, que foram criados em Minnesota, mas tiveram suas vidas mudadas drasticamente quando foram morar em Beverly Hills. Lá, tiveram de aprender a conviver e a lidar com todas as indiferenças do cruel mundo dos adolescentes. Com o passar do tempo, o programa foi engatando força e conquistou o sucesso, sendo um dos shows mais assistidos da década de 90. Então, a premissa simples passou a ser requintada e abordou temas como racismo, gravidez e drogas.
Fenômeno mundial, Beverly Hills 90210 marcou toda uma geração, influenciou comportamentos, provocou polêmicas e foi aclamada pela crítica da época, pois conquistou com perfeição seu público alvo, além de ter dado origem a um spin-off (série gerada a partir de uma outra série) também de sucesso, ‘Melrose Place’.
Estar em 1º lugar no top 10 pode soar previsível, mas é inegável a importância que o seriado tem no mundo televisivo.


2. The OC


Criado por Josh Schwartz, The OC explodiu em um fenômeno cultural pop no mundo todo. Exibido entre 2003 e 2007, teve 04 temporadas. “Um conto complexo e espirituoso sobre a vida entre os adolescentes e seus pais na bela costa litorânea da Califórnia”, segundo o próprio criador.
O condado de Orange County, um lugar onde a beleza, o dinheiro e o status social são valores fundamentais, presencia a chegada de um adolescente problemático vindo de um bairro menos favorecido, Ryan Atwood (Benjamin McKenzie), na casa dos Cohens. A partir daí, os valores antes tão aclamados são agora questionados e um conflito de gerações tem início. Pressão, triângulos amorosos, segredos vindo à tona, intrigas, traições e muito mais compõem a atual O.C.
Em uma das muitas tentativas de diversos canais emplacarem um novo ‘Beverly Hills 90210’, The OC se consagrou por sua história original e conquistou jovens e adultos quase que de imediato. O show esbanjava melancolia e tinha uma carga emocional forte, no entanto, havia uma pitada de humor marcante, carregada de ironias e referências externas, ora reconhecíveis, ora não, geralmente protagonizadas pelo personagem Seth Cohen (Adam Brody). Atingiu seu auge com a morte de um dos protagonistas, a complicada Marissa Cooper (Mischa Barton), o que causou polêmica, uma queda de audiência significante e, consequentemente, o cancelamento do drama. Possui um importante papel e influência na cultura pop mundial, muito citado em vários veículos de comunicação, imprensa falada, escrita e televisiva, OC criou o “Chrismukkah”, misto de Natal com Hanukkah (feriado judeu), apresentou centenas de bandas indies e as empurrou para o estrelato, entre outras coisas.
Por todos estes motivos, The OC conseguiu alcançar o status de uma das séries jovens mais bem sucedidas da historia.


3. Skins


Um marco para os dramas teen, Skins praticamente desmistificou o universo lúdico dos adolescentes na TV. Criada por Jamie Brittain em 2007, alcançou o sucesso rapidamente com sua ousadia.
O programa mostra a vida de um grupo adolescente na cidade de Bristol, Inglaterra. Skins tem uma marca emotiva única, pois os problemas citados vão além do costumeiro triângulo amoroso ou da intriga causada em outras séries do tipo. Basicamente, o show é sexo (muito sexo), drogas e rock ‘n’ roll, mas a plataforma serve de fundo para temas mais complexos como, distúrbios alimentares, pais mais desajustados que os filhos, gravidez na adolescência, preconceito e afins. Cada episódio é dedicado a um personagem, mostrando o mundo através de sua visão, sua personalidade, suas falhas e seu drama. A fórmula do sucesso é bem simples: mostrar a vida como ela é e as coisas como elas são. Em alguns momentos, situações do cotidiano chegam a ser forçadas, mas o programa é levado de forma tão frenética e inteligente, que a ausência do drama telenovelesco nem é percebida.
Assim como ‘The OC’ e ‘Gossip Girl’, o seriado tem forte influência cultural, um exemplo disso é a “Secret Party”, criada em um especial exibido entre a primeira e segunda temporada, logo ganhou repercussão entre os fãs, e jovens do mundo inteiro começaram a promover suas próprias “Skins Secret Parties”.


4. Gossip Girl


Um conto de fadas moderno, mas tão moderno que chega a ser pervertido, decadente e subliminarmente sexual. Gossip Girl foi criado pelos já conhecidos Josh Schwartz e Stephanie Savage, as mentes por trás do fenomenal ‘The OC’. Baseada numa série de livros escrita por Cecily Von Ziegesar, a história se passa em escolas particulares do Upper East Side, numa venenosa New York, onde o glamour, dinheiro, poder e sobrenome de peso são algumas das regras de aceitação.
Um grande diferencial do programa é a proposta de que qualquer personagem pode sucumbir aos seus desejos e cometer erros, pois não há personagens puramente bons ou maus. Em GG não existe a tradicional lição de moral passada em outras séries, o público gosta mesmo é da forma escrachada como os jovens agem, vestidos em suas roupas caríssimas, bebendo Veuvet Clicquot, apunhalando uns aos outros.
Blair (Leighton Meester), Serena (Blake Lively), Chuck (Ed Westwick), Nate (Chace Crawford), Dan (Penn Badgley) e Jenny (Taylor Momsen) viraram ícones e perpetuaram, em uma campanha viral na mídia, uma imagem mais sexual do que o programa realmente mostra, mas ainda assim, está presente, mesmo que indiretamente.
Em termos culturais, GG virou referência fashion, algo que não acontecia desde ‘Sex and the City’ com uma série de TV. Seus personagens desfilam figurinos ousados e luxuosos, propagando grandes nomes do mundo da moda. Além disso, dos dramas teen, talvez seja a que mais repercutiu na imprensa, apesar de sua audiência relativamente pequena para toda popularidade ao seu redor.


5. Dawson’s Creek


Dawson’s Creek, já eleita uma das melhores séries pelos leitores da consagrada revista People, tratou um dos momentos mais conturbados do ser humano, a adolescência, de forma madura e emocionante.
Criado por Kevin Williamson e produzido entre 1998 e 2003, com suas 6 temporadas, o seriado contou a jornada de Dawson, Joey, Pacey e Jen rumo à vida adulta. A série era focada no sentimentalismo, mostrava os problemas típicos de um adolescente de forma romântico-literária. O “ser ou não ser”, a dúvida constante shakesperiana e a analogia ao mundo real eram elementos recorrentes. Apesar de não ter sido pioneiro no gênero, Dawson’s Creek introduziu ao mundo o primeiro beijo homossexual em dramas teen, protagonizado pelo personagem Jack. Dawson, principal, era fissurado por cinema e fazia várias referências cinematográficas, o que rendeu alguns dos melhores momentos do show.


6. Gilmore Girls


A história de uma mãe solteira criando sua filha, trabalhando arduamente para sustentá-las em uma cidadezinha pacata pode soar meio piegas e um tanto brega, mas apesar disso, Gilmore Girls fez-se notar por algo que superou o clichê, a inteligência. Criada em 2000 por Amy Shermann-Paladino e Daniel Paladino, teve 07 temporadas.
Gilmore Girls aposta na interatividade entre os personagens e nos diálogos rápidos, com ótimas sacadas, algumas vezes moralistas, outras nem tanto. A relação entre Lorelai (Lauren Graham) e sua filha Rory (Alexis Bledel) é tão intimista e mútua, que chega a ser surreal e utópica demais, mas é este exagero o principal atrativo da série. Mãe e filha alternam os papéis perante os problemas que vão sendo apresentados no decorrer da trama.
O show sofreu uma grande perda, quando os irmãos Paladino deixaram-no, e muitos fãs acharam que o roteiro perdeu a qualidade adquirida até então e estava se estendendo, sem falar o contrato das atrizes que estava prestes a vencer, sobrou apenas o cancelamento.
As garotas Gilmore podem não ser glamorosas ou exuberantes, mas elas são tão populares quanto as turmas do Upper East Side ou de Newport Beach.


7. Everwood


Everwood marcou porque trouxe novas propostas para o gênero teen. Um reencontro com os valores do ser humano e com todo o seu ser.
Criado por Greg Berlanti, também produtor de outra série adolescente, ‘Dawson’s Creek’, e por Mickey Liddell, o seriado estreou em 2002 e ficou até 2006 no ar com suas comoventes, mas poucas, 4 temporadas. O programa trouxe uma visão diferente do mundo jovem, pois assim como ‘Party of Five’, era voltado para o drama familiar. Cativou com a história do Dr. Andrew Brown e seus dois filhos, Ephram e Delia, que se mudaram para a pitoresca cidade de Everwood, após a morte de sua esposa. No show, os pacientes de Dr. Brown eram quem davam os temas que seriam abordados naquele episódio ou em vários outros, influenciando diretamente na vida dos personagens principais. O núcleo teen era mediado com o núcleo adulto, o que possibilitou uma maior abrangência etária.
A série era colírio para os olhos e uma verdadeira lição de vida. Fez muito sucesso pela trama exclusivamente piegas. Apesar da audiência considerável e dos elogios de alto padrão feitos pela crítica, sofreu um infeliz cancelamento, provocado pela junção das emissoras UPN e The WB, o que causou protestos em todo o mundo, mostrando o quão o show ainda tinha potencial a ser explorado.


8. One Tree Hill


One Tree Hill foi criada por Mark Schwahn, com produção executiva de Michael Tollin, Brian Robbins e Joe Davola, os mesmos de ‘Smallville’.
A trama mostra a história de dois jovens meio irmãos, Lucas e Nathan, que só possuem em comum a paixão pelo basquete e o mesmo pai. Os dois irmãos devem aprender a lidar com as diferenças e com a figura paterna que ninguém gostaria de ter. Além disso, eles descobrem o amor ao lado das garotas Peyton, Brooke e Hailey, as duas primeiras cheerleaders, a última nerd.
One Tree Hill não trouxe grandes novidades para o gênero teen, mas conseguiu manter seu público fiel. Parte disso se deve ao fato da série seguir os personagens até a vida adulta, mostrando-os durante e após a faculdade, suas escolhas profissionais e amorosas; este também é um dos diferenciais.
Apesar dos estereótipos, OTH possui um sucesso razoável e conquistou seu lugar como um dos mais louváveis dramas teen.


9. Party of Five


Nada pode ser pior do que perder os pais repentinamente em um acidente de carro. Nick e Diana Salinger foram vítimas de um motorista bêbado e tiveram suas vidas tiradas, deixando seus 5 filhos sozinhos. Com essa premissa, Party of Five fez muito sucesso e ganhou o Globo de Ouro de melhor série dramática em 1996.
Criada por Christopher Keyser e Amy Lippman, a série teve 6 temporadas e foi protagonizada por rostos conhecidos, como Matthew Fox, Jennifer Love Hewitt e Scott Wolf.
O show mostrou a árdua tarefa do irmão mais velho, Charlie, de cuidar de seus irmãos mais novos. Abordou temas delicados, como o alcoolismo, a violência doméstica, doenças, como o câncer, e tragédias banais, como estupros. Foi tão notável, que gerou um spin-off (série gerada a partir de uma outra série) chamado ‘Time of Your Life’, que mostrou a vida de uma das personagens principais, interpretada por Jennifer Love Hewitt, quando se mudou para New York.
Party of Five inovou, trazendo o elemento família, como um todo, aos dramas teen, seguindo uma linha mais séria em relação ao universo teen.


10. Friday Night Lights


O drama televisivo é uma adaptação de um livro e filme de mesmo nome, criado por Peter Berg, Brian Grazer e David Nevins. Friday Night Lights detalha os eventos que ocorrem em um time de futebol americano de uma escola secundária, o Dillon Panthers, dando ênfase na vida do treinador Eric Taylor (Kyle Chandler), sua família e como ele lida com os jovens que fazem parte do time. FNL estreou em 2006, arrancando elogios da crítica e faturando importantes prêmios, como Emmy Awards, Peabody Awards e Television Critics Association Award. Além disso, foi eleito duas vezes pelo American Film Institute como show culturalmente significante.
Apesar do sucesso com a crítica, o programa não é tão referenciado pelos adolescentes, mas tem sua parcela reservada. A qualidade técnica é excelente e o roteiro não deixa a desejar.


Fonte: Wikipedia.com / SkinsBrasil.com

4 comentários:

Unknown disse...

Gilmore Girls não é uma série teen, pelamor... é uma série assistida também por teens.

Anônimo disse...

Eu não conhecia Skins. Já tinha ouvido vc e o Reno falarem, mas nunca baixei. Uma amiga gravou um dvd e disse vc vai assistir. E to assistindo... E eu adorei =]
<3.

Mas eu acho que faltou o 90210 atual. é fofinho, não é?

=]


xoxox Dan!!!!

fabioandreo disse...

sempre que vejo, me lembro de Everwood e Dawson's.. me vem a mente os diálogos profundos e subjetivos, que precisam de um sap básico hahaha.. mas não estou desmerecendo =P skins é a 'malhação' mas mais pé-no-chão, mais real, crua.. ui.. mas não menos fantasiosa, ok?! sem um aumentadinha nada tem graça, não é? e tem mais, eu faço parte disso aquê! eu participei da pool! eeeee o/ rsrs

Anônimo disse...

Skins seria a melhor senão fosse por essa temporada. Com isso ainda considero THE OC a melhor e Gossip Girl a minha preferida em exibição, mesmo com tanto altos e baixos. 90210(a primeira versão) foi pioneira por isso merece esse 1º lugar. Já OTH nunca consegui gostar, claro a não ser por aquele episódio do gordinho que mantém eles refém na escola, aquele foi o apice da série, que pena que foi o único.