quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Especial: Vampiros - Parte 2

Edição: Danilo Novais


Lendas: Percorrendo o Vampirismo

No âmbito da magia e terror, nós vimos o vampiro aparecer com rara constância nas lendas e tradições populares. No entanto, lendas não são somente crenças populares, pertencem sempre a uma realidade esquecida e temerosa.


Vlad Tepes, o Conde Dracula
Texto de Jean Paul Bourre

Na Transilvânia, a uma altitude vertiginosa acima de uma paisagem selvagem, entre florestas e ribeiros, eleva-se uma cidadela inacessível onde, enclausurado voluntariamente, vivia noutros tempos um príncipe chamado Vlad Drakul. Este solitário não tinha senão um único fim: transpor os limites da morte e entrar vivo na eternidade. Drácula, eis o nome deste amante das ciências malditas. Nosferatu, isto é: o “não-morto”, aquele que não morre nunca.

A história revela-nos que o Conde Drácula não era Conde, mas sim príncipe e que reinou em Valáquia, província dos Cárpatos, de 1456 a 1462. É também conhecido pelo nome de Vlad Tepes, o que quer dizer Vlad, o empalador. O historiador Florescu descreve-o como especialista em empalamento e tortura, homem sanguinário e destemido guerreiro. Ele empregava estacas e lanças que precisavam ser afiadas, para que as perfurações não provocassem imediata agonia e antes intensificassem o sofrimento dado o tipo de chaga alargada que daí resultava. Em Târgoviste ele empalou, na Páscoa de 1459, quinhentos Boyards. A 24 de Agosto de 1460, ele assassinou 30.000 prisioneiros em Anilas, alguns fazendo passar por cima deles os rodados de carros, outros os despojando das suas roupagens, arrancou a pele até as entranhas, assou alguns sobre brasas, atravessados por espetos e a tantos hes perfuravam as nádegas com estacas que saíam pela boca. Conta-se que no meio dos moribundos suspensos de estacas ele se fazia servir das mais lautas refeições para mostrar que o espetáculo cruel não lhe roubava o apetite.

Drácula era descendente dos Dácios – povo antigo que se transformava, segundo relatos, em lobo ou morcego, e se sacrificavam por meio de lanças a deuses pagãos, ressuscitando após 7 dias, tornando-se imortais – e na sede pela imortalidade, fez pacto com o diabo, razão principal de todos os homicídios cometidos por ele. Tinha como costume beber o sangue de suas vítimas, pois acreditava que isso evitava o envelhecimento e, em dado momento, o daria a imortalidade, já que diversos mitos citam o sangue como fonte de vida eterna e força sobrenatural.

O príncipe Drácula – vlad Drakul – foi morto pelos turcos numa emboscada perto de Bucareste. Tinha 45 anos, e foi enterrado sub-repticiamente no mosteiro de Snagov sob uma laje sem inscrição. Há relatos que, após sua morte, uma tempestade violenta arrasou a ilha, deitando árvores abaixo, incendiando o mosteiro que desabou em seguida. Aos camponeses pareceu-lhes ouvir durante muito tempo tocar os sinos da igreja, igualmente arrasada nesta onda de destruição. Em 1931, quando foi aberta a sepultura, constatou-se que os seus despojos tinham desaparecido. Que é que se passou? Até hoje não se sabe!


Lady Bathory (1561 – 1611)

Erzsébet Bathory, a condessa e prima do príncipe Drácula, torturou e assassinou várias jovens, ficando conhecida como um dos "verdadeiros" vampiros da história. Ela cresceu numa propriedade da família Bathory, em Csejthe, a nordeste da Hungria. Quando criança, era sujeita a doenças repentinas acompanhadas de intenso rancor e comportamento incontrolável, descritas quase como possessões.

Conta-se que viveu numa quase total reclusão até os 20 anos. Teve um breve romance com o intendente Thorbes, que a iniciou em feitiçaria e que, tendo-a casado com Satanás, teria lhe transmitido os ritos secretos da seita de Ave Negra – sociedade secreta à qual ele pertencia. A Ordem da Ave Negra mantinha estreitas e subterrâneas relações com a Ordem do Dragão de Segismundo da Hungria.

Em 1575 casou-se com o Conde Ferenc Nadasdy, chamado de "o herói negro". Como era soldado, o Conde Nadasdy passava a maior parte do tempo em campanhas, deixando a Condessa assumir o comando do Castelo Savar, propriedade da Familia Nadasdy, dando início à sua carreira maligna. Disciplinava duramente os empregados, principalmente as mulheres jovens. Ela não só punia aqueles que infringiam seus regulamentos, como também encontrava desculpas para severos castigos, deleitando-se com a tortura e morte de suas vítimas.

Diz-se que certo dia a Condessa, envelhecendo, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando a menina acidentalmente puxou seus cabelos. Erzsébet virou-se para ela e a espancou. O sangue espirrou e algumas gotas ficaram na mão de Erzsébet, ao esfregá-lo nas mãos, estas pareciam tomar as formas jovias da moça. Foi a partir deste incidente que Erzsébet desenvolveu sua reputação de desejar o sangue de jovens virgens. O Conde Nadasdy não só tomava parte nos atos cruéis de sua esposa como ensinava a ela novas formas de tortura. Ele veio a falecer em 1604. Após sua morte, Erzsébet mudou-se para Viena e logo depois, passou um tempo no Solar de Cachtice, o local que foi o cenário de seus atos mais depravados e famosos.

Em 1610, começaram as investigações sobre os crimes da condessa. Na verdade, era mais por motivos políticos (o Conde Nadasdy havia emprestado dinheiro ao Rei e este queria livrar-se da dívida, confiscando o latifúndio da Condessa). Porém as suspeitas dos assassinatos dela eram mais uma desculpa para concretizar os planos da coroa. Mas em 26 de dezembro de 1610, a Condessa Erzsébet Bathory foi presa e julgada alguns dias depois. Em 7 de janeiro de 1611, foi apresentada como prova, uma agenda contendo os nomes de todas as vítimas da Condessa, registrados com a sua própria letra. No total foram 650 vítimas.

Erzsébet confessou friamente sua culpa e foi condenada inicialmente à decapitação, mas a sentença foi comutada, tendo em vista a sua origem nobre e posição social, para prisão perpétua "a pão e água". Veio a morrer em 1614, passados anos, encerrada entre as paredes de uma das salas do seu castelo.


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Fontes: Wikipedia, Cripta dos Vampiros, Morte Súbita, Enciclopédia dos Vampiros.
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Um comentário:

Anônimo disse...

grr eu escrevi um comentário gigantesco e não foiii pq tenho q logar no wordpress